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domingo, outubro 06, 2013

MEET JOE BLACK (1998)

CONHECE JOE BLACK?
Um filme de MARTIN BREST




Com Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Jake Weber, Marcia Gay Harden, Jeffrey Tambor, etc.

EUA / 178 min / COR / 
16X9 (1.85:1)


Estreia nos EUA a 2/11/1998
Estreia em PORTUGAL a 15/1/1999

Joe Black: «Thank you for loving me»

"Meet Joe Black" é um filme curioso que se desenvolve a partir de um argumento baseado numa peça de teatro levada originariamente ao cinema em 1934: "Death Takes a Holiday", realizado por Mitchell Leisen e com Fredric March no protagonista. Mais tarde, em 1971, seria ainda feita uma versão vídeo com Melvyn Douglas e Myrna Loy. William Parrish (Anthony Hopkins), multimilionário à beira de completar o seu 65º aniversário pressente a vinda da morte. Só que, desta vez, a premonição habitual vai mais além e manifesta-se mesmo materialmente. A Morte entra-lhe em casa e na vida do dia-a-dia, personificada num corpo de homem recém-falecido num acidente de viação - chegou Joe Black (Brad Pitt).

O objectivo final é logicamente o acompanhamento na derradeira viagem mas, por curiosidade, a Morte decide atrasar um pouco a partida para em troca conhecer o modo de vida dos humanos. E tudo não passaria de um simples contrato de adiamento se essa vida fosse linear, sem altos nem baixos, desprovida de sensações. Mas como rapidamente a Morte percebe, a vida humana é completamente o oposto, complicada, cheia de nuances e paixões. E o inevitável acontece: Joe Black apaixona-se, descobre a razão principal da vida na pessoa da filha mais nova do seu anfitrião, Susan (Claire Forlani).

"Meet Joe Black", nas suas 3 horas de duração, não é um filme de fácil aceitação - ou se gosta muito ou se detesta. Considerado por muita crítica como um dos piores filmes do ano (teve mesmo alguns "prémios" especiais a distingui-lo nesse sentido), foi por outro lado muito bem aceite pelo público, que nele encontrou razões de sobra para de algum modo se rever nos anseios e esperanças de uma vida que vale a pena ser (bem) vivida enquanto dura: «Love is passion. Obsession. Someone you can't live without. Someone you fall head over heels for. Find someone you can love like crazy, and will love you the same way back. Listen to your heart. No sense in life without this. To make the journey without falling deeply in love, you haven't lived a life at all. You have to try, because if you haven't tried, then you haven't lived».

"Meet Joe Black" conta sobretudo com um naipe de actores de primeira água que conferem a necessária credibilidade ao argumento e de que é justo destacar Claire Forlani no papel de Susan Parrish, a mulher capaz de fazer atrasar a Morte na sua eterna caminhada. E pelas melhores razões. Duas sequências são mesmo inesquecíveis: o primeiro encontro com Brad Pitt (antes de assumir a personagem de Joe Black) no coffee shop, logo no início do filme, e sobretudo a pungente cena final de despedida que certamente ficará na história como uma das mais belas cenas de amor do cinema.

Uma referência final para a excelente banda-sonora, da autoria de Thomas Newman ("The Shawshank Redemption") e onde se encontram também referências obrigatórias da música americana, de Gershwin ("Our Love is Here to Stay") a Irving Berlin ("Let's Face the Music and Dance", "Cheek to Cheek"), passando por Jerome Kern / Oscar Hammerstein II ("Can't Help Loving That Man") e Richard Rodgers/ Lorenz Hart ("Where or When"). De salientar, no genérico final, uma brilhante interpretação de Israel Kamakawiwo'ole de "Over the Rainbow / What A Wonderful World".



terça-feira, janeiro 11, 2011

ANTE-ESTREIA - "YOU WILL MEET A TALL DARK STRANGER" (2010)

Segundo o IMDB trata-se do 45º filme de Woody Allen como realizador – mais quatro do que o nº de filmes em que Allen entrou como actor. “You Will Meet A Tall Dark Stranger” tem argumento também do próprio e algumas estrelas de primeira grandeza: Anthony Hopkins, Naomi Watts, Antonio Banderas. Nicole Kidman esteve para interpretar o papel principal, mas depois afastou-se e foi substituída por Lucy Punch
Charles H. Joffe, produtor de Allen durante crca de 40 anos, faleceu em Julho de 2008, sendo este o primeiro filme dirigido por Allen sem a sua assinatura na produção. O filme estreou-se no Festival de Cannes a 15 de Maio de 2010 e a sua chegada aos écrans portugueses está agendada para o próximo dia 20 de Janeiro.

quinta-feira, setembro 09, 2010

PORTFOLIO - "THE SILENCE OF THE LAMBS" (1991)

THE SILENCE OF THE LAMBS (1991)

O SILÊNCIO DOS INOCENTES
***


Um filme de JONATHAN DEMME


Com Jodie Foster, Anthony Hopkins, Scott Glenn, Ted Levine, Brooke Smith


EUA / 118 min / COR / 16X9 (1.85:1)



 
Estreia nos EUA a 30/1/1991 (New York)
Estreia em Portugal a 6/9/1991


Jack Crawford: “Believe me, you don't want Hannibal Lecter inside your head”

Toda a oscarização com que “The Silence of the Lambs” foi engalanado em 30 de Março de 1992 pela Academia de Hollywood, não constituiu armadura suficiente para que o filme ficasse imune à corrosão inexorável desse implacável juiz que é o tempo. Com efeito, o passar dos anos foi delapidando grande parte do impacto que “The Silence of the Lambs” efectivamente tinha quando da sua estreia. Nessa altura o filme apresentava-se originalmente diferente de tudo quanto se conhecia: era simultâneamente um thriller e um crime-movie, mas com muita psicologia e algum terror à mistura.
 
Da novidade ao modelo foi um pequeno passo e a partir daí foi raro o filme do género que no mínimo não lhe fizesse alusão. De tal maneira que o cansaço acabou por vulgarizar uma obra que hoje em dia só poderá ser encarada como um bom exercício de suspense e pouco mais. Até a imagem de Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), outrora tão aterradora, acabou por se tornar numa simples caricatura, tantas foram as vezes que aquela máscara foi satirizada.
Thomas Harris, o autor do livro onde o argumento se baseou, inspirou-se em três serial-killers da vida real para compor a personagem de Buffalo Bill (Ted Levine): Ed Gein, que assassinava mulheres para se apoderar da pele dos seus corpos; Ted Bundy que raptava as vítimas na sua carrinha; e Gary Heidnick que mantinha as suas prisioneiras num poço da cave onde habitava. No entanto, em “The Silence of the Lambs”, não é o serial-killer a personagem maléfica central mas sim a do Dr. Hannibal Lecter.
Nas duas horas que o filme dura, Anthony Hopkins está presente em apenas cerca de 20 minutos, o que representa um recorde em termos de tempo mínimo de actuação premiado com o Oscar de Actor Principal.. Mas esses vinte minutos são o suficiente para que o grande actor inglês tornasse “The Silence of the Lambs” indissociável da sua lendária actuação. Com uma voz que o próprio actor descreveu como uma combinação das vozes de Truman Capote e Katharine Hepburn, Hopkins conseguiu transformar as suas frases, maioritariamente proferidas num tom baixo mas incisivo, em momentos inquietantes de verdadeiro terror. Hopkins viria a recriar a personagem de Lecter em mais dois filmes: “Hannibal”, de Ridley Scott (2001) e “Red Dragon”, de Brett Ratner (2002).
Jody Foster, apesar de pessoalmente a considerar por vezes uma actriz algo irritante, tem aqui um desempenho bastante convincente, sendo os seus diálogos com Lecter um dos principais leitmotiv do filme. O relacionamento entre ambos é feito através de um discurso racional e lógico (encenado com grande mestria por Tak Fujimoto, o director de fotografia), no qual sobressai uma intensa mistura de sentimentos entre os dois protagonistas e onde uma certa atracção mútua de amor-ódio se encontra subjacente (“People will say we are in love”, chega-lhe a dizer Lecter).
Tal como comecei por dizer, “The Silence of the Lambs” foi progressivamente perdendo parte da frescura inicial; mas, mesmo assim, conserva ainda uma certa atmosfera de inquietudes que continua a seduzir grande parte do público.
CURIOSIDADES:

- Depois de “It Happened One Night” (1934) e “One Flew Over the Cuckoo’s Nest” (1975), “The Silence of the Lambs” foi o terceiro filme na história da Academia a ganhar os 5 principais Oscars: Filme, Realizador, Argumento, Actor e Actriz Principal

- Os actores John Hurt, Louis Gossett Jr., Robert Duvall, Jack Nicholson e Robert De Niro foram todos considerados para o papel de Hannibal Lecter. E Michael Keaton, Mickey Rourke e Kenneth Branagh para a personagem de Jack Crawford.

- O papel de Clarice Starling foi oferecido de início a Michelle Pfeiffer e depois a Meg Ryan.