Um filme de PETER HOWITT
Com Gwyneth Paltrow, John Hannah, John Lynch, Jeanne Tripplehorn, Zara Turner, etc.
UK-US / 99 min / COR /
16X9 (1.85:1)
16X9 (1.85:1)
Estreia
nos EUA: 26/1/1998 (Sundance Festival)
Estreia em
PORTUGAL: 18/9/1998
What
if one split second sent your life in two
completely different directions?
Em
Londres, uma publicitária chamada Helen (Gwyneth
Paltrow) é despedida da empresa onde trabalha e por isso regressa a casa
mais cedo do que o habitual. Perde o metropolitano por uma fracção de segundo e
devido a um problema técnico que irá retardar a partir dali todos os comboios,
resolve ir apanhar um táxi. Mas como um problema nunca vem só, é assaltada em
plena rua, ficando ferida na cabeça. O motorista leva-a ao hospital, onde irá
ser socorrida. Tudo isto implica demora, e Helen chega tarde a casa, onde a
espera o namorado, Gerry (John Lynch),
aspirante a escritor (mas que entretanto vive à custa dela), que sai do
chuveiro com um semblante algo nervoso e comprometido. Rebobinando agora o
filme atrás: e se… e se Helen conseguisse apanhar o comboio a tempo? Nesse
caso, e depois de um desconhecido ter
metido conversa com ela durante a viagem (um chato muito falador que a faz desviar constantemente a atenção do
livro que tem entre mãos), chega a casa como previsto, ou seja, bastante mais
cedo do que o habitual. Encontra de igual modo o namorado, só que este ainda
não está à espera dela: encontra-se ocupado
com uma bela morena entre os lençóis…
“Sliding Doors” vai-nos mostrar o que acontece a
Helen depois de ter perdido (ou não) o comboio. A ideia não é nova, podemos
encontrá-la no filme “Smoke / No Smoke” que Alain Resnais filmou cinco anos
antes, em 1993. Mas enquanto no filme francês nos eram apresentadas as duas variações
da história uma a seguir à outra, aqui o acompanhamento é feito em simultâneo. O
actor Peter Howitt, que também
escreveu o argumento, conduz esta sua estreia na realização com mão firme e
eficaz, de modo a que o público nunca misture as duas situações (algo que
facilmente poderia ter ocorrido). A traída Helen vai viver com a melhor amiga, Anna (Zara Turner) e
inicia um novo relacionamento com o chato
do metro, James (John Hannah), que
reaparece na sua vida. A “outra” Helen, que não chegou a apanhar o namorado em flagrante, prossegue a sua vida normal,
apesar das suspeitas de infidelidade irem aumentando. E aqui chegados, uma
pergunta se impõe: será que mais tarde as “duas vidas em paralelo” de Helen
irão conduzir a resultados muito diferentes? Talvez sim, talvez não, o melhor é
respeitar todos aqueles que ainda não viram o filme, e deixar a dúvida no ar…
Mais
do que uma simples comédia romântica, “Sliding
Doors” poderá ser catalogado como um drama romântico, atendendo à natureza
dos acontecimentos que se vão sucedendo. De qualquer modo, é um filme muito
agradável de se ver, e que facilmente irá agradar a um vasto leque de público,
do menos ao mais exigente. Por causa da qualidade dos actores, que conseguem
fazer-nos acreditar naquela história bicéfala (Gwyneth Paltrow está magnífica, com a sua pronúncia inglesa, John Hannah é sempre alguém com quem
simpatizamos – independentemente da personagem que incarna – e Jeanne Tripplehorn, no papel de Lydia,
a amante americana, contribui para o filme nos seduzir um pouco mais, por causa
daquele corpinho que Deus lhe deu. Já John
Lynch está perfeitamente ajustado à sua mesquinha personagem. despoletando em nós a mais genuína antipatia); mas
sobretudo porque coloca aquele grande ponto de interrogação nas nossas vidas,
com que facilmente nos identificamos. Quem é que, nas mais variadas situações, nunca se interrogou: «e se eu
tivesse feito isto e não aquilo? O que é que sucederia?»
Lydia:
«Gerry, I’m a woman. We don’t say what we want, but we reserve the right to get
pissed off if we don’t get it. That’s what makes us so fascinating. And not a
little bit scary.»
CURIOSIDADES:
- John Hannah foi parcialmente
responsável por “Sliding Doors” ter
sido feito. Os produtores não conseguiam arranjar o dinheiro necessário, mas,
por um feliz acaso, Hannah encontrou
Sydney Pollack, que se mostrou muito interessado no argumento, resolvendo
participar também como produtor.


















