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quarta-feira, janeiro 29, 2014

WHAT LIES BENEATH (2000)

A VERDADE ESCONDIDA
Um Filme de ROBERT ZEMECKIS




Com Michelle Pfeiffer, Harrison Ford, Diana Scarwid, Joe Morton, etc.

EUA / 130 min / COR / 16X9 (2.35:1)

Estreia nos EUA a 21/7/2000
Estreia em PORTUGAL a 20/10/2000


Claire: "Something is happening in our house! Whether you like it or not!"

«Sob a sombra de Hitchcock» - eis o subtítulo que, creio, todos aceitaremos de ânimo leve para este filme. No entanto, julgo que essa filiação está longe de esgotar o brilhantismo de "A Verdade Escondida". Dito de outro modo: creio que estamos perante um magnífico exercício classicista, um conto negro sobre o espaço conjugal e os seus fantasmas. Tudo passa, obviamente, pela personagem de Michelle Pfeiffer (e pela sublime Michelle Pfeiffer). É a partir do seu olhar que o mundo se organiza, ou melhor, se desorganiza - Zemeckis constrói todo o seu filme como um espaço ameaçado em que nunca se sabe muito bem o que poderá surgir na imagem seguinte, ou mesmo no interior de cada imagem. Se me é permitido ser didáctico, diria que estamos perante uma lição magistral de: como enquadrar; como fazer durar uma imagem; como utilizar os sons (incluindo a música) no interior das imagens; como filmar os actores e os seus gestos; enfim, como lidar com a ilusória transparência do mundo.

É, além do mais, um filme desassombradamente popular, no sentido em que recupera formas tradicionais de espectáculo sem para isso procurar justificações estetizantes ou assumir uma qualquer postura revivalista. O que aqui se celebra é o cinema como forma de ocupação do espaço e mecanismo de reconversão do tempo - coisas raras, coisas preciosas. Este filme é uma espécie de "Psycho" do fim de milénio. Robert Zemeckis, um dos realizadores que soube manter e, de certo modo, inovar as tradições hollywoodescas, apropria-se totalmente do estilo do mestre, não se importando de o plagiar abertamente ao mesmo tempo que o homenageia. Isto apesar de ser introduzida uma vertente fantástica, ausente dos filmes de Hitchcock, e que aqui ajuda à dimensão sobrenatural do filme. É pois quase inevitável sentir a presença tutelar do mestre do suspense e sermos dominados por ela.

Estamos assim perante um óptimo entretenimento (brilhante o estudo ao pormenor de cada enquadramento, cada acontecimento) a que só falta uma história mais fulgurante e uma maior densidade das personagens para ser um filme excelente. De sustos, estamos conversados. Mesmo sendo previsíveis, os saltos na cadeira são mais que muitos e chegam a ser angustiantes os travellings premonitórios de mais terror. Dos actores, tem que se destacar indubitavelmente a belíssima Michelle Pfeiffer que tem aqui um dos seus melhores desempenhos. É magnífica, mesmo na mais pequena nuance psicológica.

Tecnicamente é também um filme quase perfeito. Da montagem à fotografia, passando pela óptima partitura de Alan Silvestri, que nalguns momentos se transforma literalmente em Bernard Herrmann, para mais alguns arrepios nossos. O seu estranho sabor de filme clássico deixa-nos um pouco perplexos, até pela falta de originalidade. Por aqui passam, para além de diversos filmes do já citado Hitchcock, demasiadas semelhanças com "Atracção fatal" ou "Shining", mas é um divertimento de primeira água. Somos manipulados, mas felizes por sê-lo.

segunda-feira, março 19, 2012

HARRISON FORD: O ETERNO INDY

Não é particularmente simpático ou exuberante, revela-se cerebral e curto nas respostas e distingue-se dos outros pela educação extrema e por uma presença forte que chega a ser intimidativa, embora fascinante. Por muito que tentasse evitá-lo, nas várias ocasiões em que o entrevistei tive sempre a sensação de estar na companhia de Indiana Jones. Aliás, sou daqueles que não conseguiriam imaginar o célebre arqueólogo-aventureiro com outra cara que não fosse a de Harrison Ford. E é por isso – ou também por isso – que ele é uma verdadeira estrela de primeira grandeza, por ser um daqueles casos em que a personagem representada se fundiu com o actor, muito embora tenha excelentes desempenhos noutros filmes e noutros géneros cinematográficos. No meu caso, é incontornável: mais do que o Hans Solo da “Guerra das Estrelas”, Harrison Ford é o professor Indy. Curiosamente na contabilidade dos papéis, mais de metade da carreira foi feita nas comédias.
Só o vi sorrir uma vez, quando lhe disse que era português e lhe falei de Joaquim de Almeida: «Oh, Joáxquin…» [que é a forma mais aproximada de reproduzir o modo estranho como ele pronunciou Joaquim]. Depois contou-me uma história: «É um excelente actor. Sabe que foi ele o único, até hoje, a pôr-me ‘KO’ no plateau? Tínhamos uma cena de luta no filme “Clear and Present Danger” [realizado em 1994 por Phillip Noyce], logo nos primeiros takes, e falhou qualquer coisa na encenação. E ele acabou por me acertar. Como tenho uma hérnia discal, fiquei completamente imobilizado no chão! É uma mazela antiga que já na rodagem de um dos filmes do Indiana Jones (o primeiro) me causou sérios problemas. Aliás, por isso é que muitas das cenas de acção foram rodadas pelo Vic Armstrong, o meu duplo na série, para não atrasar as filmagens, enquanto eu estava a ser operado, de urgência, à coluna. Assim, depois de me reabilitar, só tive que filmar os grandes planos.»
Reza a lenda que foi arranjar umas portas a casa de George Lucas, que à época, no distante ano de 1973, andava a fazer o casting para “American Graffiti”. Lucas era um realizador talentoso, mas ainda sem provas dadas. Por isso, os estúdios não arriscaram em demasia: deram-lhe um cheque para assegurar a produção, embora insuficiente para contratar estrelas de primeira linha. Assim sendo, teve que apostar num elenco de jovens actores que pouco mais tinham feito anteriormente do que séries televisivas. E Harrison Ford foi um deles. Estreara-se na televisão em 1966 mas escasseavam os papéis que quando apareciam eram pequenas aparições ou pouco mais do que figuração. Por isso se dedicou à carpintaria. “American Graffiti” foi o filme que o lançou, mesmo que discretamente. O contrato que assinou com Lucas garantiu-lhe um salário de 500 dólares por cada semana de rodagem. Três décadas depois, por protagonizar a aventura dramática “K-19” [o primeiro filme que assinou como produtor], recebeu qualquer coisa como 25 milhões de dólares, e ainda uma percentagem de 20% da receita total de exibição, incluindo a edição em DVD. Nada mau…
Considerado como uma das estrelas de cinema mais respeitadas pela complexa indústria de Hollywood, mesmo assim sem óscares ou grandes prémios, Harrison Ford distancia-se o mais que pode do epicentro da sua actividade e por isso continua a viver bem longe da “Meca” do cinema: «Graças à distância, aos milhares de quilómetros que me separam de Hollywood, posso selecionar e planificar melhor todos os trabalhos que faço sem estar sujeito à pressão do meio. Como desde há alguns anos decidi que iria fazer um filme por ano, no máximo, escolhi como local para viver o estado de Nova Iorque. É onde passo grande parte do ano, onde está a minha família e onde os meus filhos estudam. E quando não estou por lá vou para o rancho que tenho no Wyoming, que eu próprio construí».
É caso para dizer que o “bichinho carpinteiro” lhe ficou no sangue. Segundo diz, trata-se de um modo de ter os pés bem assentes na terra. Por isso dispõe de uma carpintaria completa e a funcionar em pleno e de serrotes afiados, onde dá vazão ao seu hobby preferido. Mas não é o único. Na lista dos seus prazeres e hobbies encontra-se a aviação, já com longas horas de voo. Entre o cockpit, a carpintaria e as filmagens, sobra-lhe pouco tempo para ir ao cinema, o que me espantou é que isso pouco o incomoda: «Sinceramente, vejo poucos filmes. Sou muito selectivo. Acabo por estar informado pelos meus filhos. São eles que me falam dos filmes mais recentes e das estreias, vou lendo sobre as novidades.» Mas nem os seus filmes antigos gosta de rever? «Na minha idade, se começamos a olhar muito para trás, sentimos que já passou demasiado tempo… Por isso, como lhe digo, nunca revejo os meus antigos filmes. Não gosto mesmo nada de olhar para trás. Depois de concluídos, devo ter visto uns cinco ou dez minutos de cada filme que fiz. Durante a rofagem, sim, participo nos visionamentos e dou as minhas sugestões. Mas depois da montagem final, depois do filme estar pronto, procuro esquecê-lo.» Ele pode esquecer, e nem sequer rever os filmes mas algumas das suas personagens já merecem a eternidade.
Mário Augusto in Premiere, Agosto 2011

segunda-feira, julho 18, 2011

AMERICAN GRAFFITI (1973)

NOVA GERAÇÃO
Um filme de GEORGE LUCAS



Com Richard Dreyfuss, Ron Howard, Paul Le Mat, Charles Martin Smith, Cindy Williams, Candy Clark, Mackenzie Phillips, Bo Hopkins, Wolfman Jack, Harrison Ford


EUA / 112 min / COR / 
16X9 (2.35:1)



Estreia nos EUA a 11/8/1973
Estreia em MOÇAMBIQUE a 22/3/1974
(LM, Teatro Gil Vicente)

XERB Disc Jockey: «Get your bugaloos out baby! The Wolfman is everywhere»

Where were you in ’62?”, perguntava a publicidade americana no cartaz de lançamento do filme. Em 1962, no filme de George Lucas, estava um punhado de jovens nascidos nos finais da 2ª Guerra Mundial e que na altura contavam entre 16 e 18 anos – uma “Nova Geração”, título mais ou menos insípido com que em Portugal foi baptizado “American Graffiti”.

A grande maioria desses jovens encontra-se numa fase crucial da vida em que o tempo do liceu chega ao fim. Naquela precisa altura ainda não se tem a devida noção da importância da encruzilhada, mas é um tempo que estará para sempre presente ao longo dos anos. Uns irão trabalhar na cidade que se fecha para os receber, outros preparam-se para voar até outras paragens e descobrir novas vivências. Mas para quase todos eles o destino encontra-se algures num novo conflito que aos poucos os irá envolver a todos: a Guerra do Vietname. Só que eles não o sabem ainda e por isso, naquele alvorecer da década de 60, o que importa mesmo é o Rock 'n' Roll e os namoricos de uma adolescência que está a chegar ao fim.

Aparentemente nada de importante se passa na América daquele ano de 1962. Isolados do mundo na sua pequena aventura provinciana, estes jovens desamparados disputam entre si a primazia da velocidade e das conquistas efémeras de uma noite de Verão. Na vida americana o automóvel sempre ocupou lugar de destaque - como sintoma de prestígio social, como arma, como elemento erótico por excelência. E naqueles inícios da década de 60 o carro era o símbolo preponderante na emancipação do adolescente americano (anos mais tarde a motorizada voltaria a ter a importância que já tivera na década de 50), passaporte seguro para aventuras sensuais de resultados duvidosos, mas promissores. “American Graffiti” documenta essa noite americana e o bailado dos automóveis percorrendo languidamente as ruas da cidade (o termo em inglês é o intraduzível “cruising”).

Mas ouçamos o próprio George Lucas: «A verdadeira mística do “cruising” é uma coisa de que nós, hoje em dia, não temos experiência. Parece simplesmente andar de automóvel, mas encerra, no início da década de 60, uma mística própria – trata-se dos contactos entre rapazes e raparigas. É uma das poucas maneiras possíveis de conhecer raparigas, quando se é demasiadamente novo para frequentar certos locais de convívio reservados aos adultos. Pode vir a conhecer-se uma pessoa somente numa semana inteira – faz lembrar a actividade de alguém que vai à pesca. Esta actividade está relacionada com o próprio sentimento da identidade pessoal, e com o desejo de suplantar os outros, quer seja vencendo-os em lutas, quer seja tendo o automóvel mais cobiçado, ou o maior número de raparigas.»

Filmado sequencialmente e apenas em 29 dias (sempre em período nocturno, das 9.00 da noite às 6.00 da madrugada), num estilo quase de documentário e com um orçamento diminuto (um montante curioso: 777,777,77 dólares), “American Graffiti“ exemplifica de uma forma ímpar o espírito da geração que, no final da década de 60, transformou por dentro o cinema americano, preparando o “renascimento” da década de 70.

Mas demos a palavra uma vez mais a George Lucas«Tive uma bolsa para trabalhar com Coppola. Depois de “Finian’s Rainbow”, colaborei com ele em “The Rain People”. Instalámo-nos em São Francisco, donde nunca mais saí, e ele fundou a sua companhia, a Zoetrope. Foi na Universidade que fiz a maior parte dos meus actuais amigos. Quanto a Martin Scorsese e Brian De Palma, estudavam no Leste, enquanto eu estava na Califórnia. Stephen Spielberg estudava em Long Beach State. Na USC estavam John Milius, Matt Robinson, Hal Barwood, William Huyck que eram argumentistas. Francis Coppola tinha mais cinco anos do que nós, o que naquela idade representava uma enorme diferença. Ele tinha estudado na UCLA e, para nós, era o primeiro homem que, saído de uma escola de cinema, tinha triunfado em Hollywood. Era um fenómeno aos nossos olhos: tinha aberto as portas. Antes era preciso conhecer alguém; sem isso não se tinha nenhuma hipótese de se chegar a realizador. Todos os meus amigos me seguiram para San Francisco. Estávamos todos marginalizados; os velhos profissionais olhavam-nos de alto, o que criou laços muito fortes entre nós.»


"American Graffiti” é, para todos os efeitos, o paradigma da colaboração Lucas-Coppola. Nesta história de quatro amigos inscrevem-se todos os sinais da mudança que o cinema americano então sofria. Um dos primeiros sinais é, naturalmente, o da sua juvenilização temática. A um primeiro nível Lucas-Coppola servem-se de “American Graffiti” para ajustar contas com os anos 50. A ninguém escapa a evocação do mito de James Dean que vemos através da figura de John Milner, mas a ninguém escapa também que o tratamento do “mito” está longe de ser exaltante, surgindo antes pelo contrário como uma referência a ultrapassar: «You just can’t stay young forever», explica Steve a Curt – e é no mínimo significativo que, anos mais tarde, a ”moral” dos “Outsiders” de Coppola vá numa direcção completamente oposta.

Além do mito-Dean, a outra grande referência de “American Graffiti” é o cinema de Nicholas Ray. Repare-se, todavia, na mudança de registo. Quem se poderá esquecer das “alvoradas trágicas” que culminavam os “rebel-films” de Ray? É ainda essa figura que Lucas retoma para fechar o seu filme, muito embora nada haja de trágico na luz dourada do nascer do dia: a corrida entre Milner e Falfa não acrescenta nada de novo ao personagem de Milner (não é como a de “Rebel Without a Cause” uma trágica lição de crescimento) e para Steve e Laurie o reencontro tem muito de “self-indulgent”, sem essa grandeza romântica que ligava James Dean a Nathalie Wood no filme de Ray.

O grande personagem de “American Graffiti” – e o personagem verdadeiramente novo pelo seu espírito – é Curt (uma promissora estreia de Richard Dreyfuss). Nele e por ele é que o filme de Lucas se define pela positiva, contrapondo à sua natureza nostálgica um optimismo liberal e ingénuo que reflecte afinal o espírito de Coppola e de Lucas (e o da geração deles) quanto à sua aventura no cinema americano. Para Curt, a memória (e nesse campo “American Graffiti” é pródigo, evocando canções, carros, roupas, comportamentos que fizeram história no fim dos anos 50 e começo dos anos 60) nunca é meramente auto-contemplativa, antes servindo de suporte à exigência de futuro e de abertura que ultrapasse os horizontes “provincianos” e “familiares” a que os outros personagens se remetem: «Where’s the dazzling beauty I’m waiting for all my life?», eis a divisa do comportamento de Curt.


Mas o mais curioso é que todas as quatro personagens masculinas do filme foram construídas por Lucas a partir das suas próprias experiências: «Tudo o que se passa em “American Graffiti” me aconteceu, mas, de certo modo, conferi-lhe um determinado tom de fascínio e encanto. Passei quatro anos da minha vida atravessando as ruas da minha cidade natal, Modesto, na Califórnia. Passei por tudo aquilo: conduzi carros, comprei bebidas alcoólicas, persegui raparigas na rua. Penso que muitas pessoas fazem o mesmo, e essa ideia está reflectida no próprio título do filme – uma verdadeira experiência americana. Principiei por ser Terry, the Toad, depois identifiquei-me com John Milner, o campeão local das corridas de automóveis, para vir a tornar-me Curt Henderson, o intelectual que vai deixar a cidade para continuar os seus estudos. Todas estas personagens são composições, baseadas na minha própria vida e na vida de amigos meus. Alguns morreram na Guerra do Vietname, e grande número faleceu em consequência de acidentes de viação»

Recusado à partida por todos os estúdios americanos, só o nome de Coppola (que acabava de ver o seu “Godfather” ser glorificado em todo o mundo) conseguiu que a Universal abrisse uma porta a George Lucas: foi-lhe atribuído um pequeno orçamento de cerca de 750 mil dólares que só em 1974 traria um lucro nas bilheteiras americanas de mais de 20 milhões, quantia multiplicada por várias dezenas ao longo dos anos em todo o mundo.

«Faço cinema muito simplesmente porque gosto de fazer cinema, e é essa talvez a única razão. Não havia dinheiro que me pudesse pagar todos os problemas que se colocam perante quem vai fazer um filme. É penoso. É horrível. Faz uma pessoa sentir-se mal, mesmo fisicamente. Sempre que realizo um filme fico com tosse e apanho uma constipação. Há uma grande dose de pressão nervosa e de carga emocional. É como praticar alpinismo, em que se fica por vezes em perigo, cansado, gelado, e até com um ou dois dedos a menos...; mas, quando se consegue alcançar o objectivo visado, dá-se todo o esforço por bem empregue»

CURIOSIDADES:


- Foi pedido a Harrison Ford que cortasse o cabelo para o filme. O actor recusou, argumentando que o seu a papel era demasiado pequeno. Como alternativa resolveu usar um chapéu sempre que era filmado.

- A cena em que a vespa de Charles Martin Smith vai de encontro à parede não estava prevista no roteiro. Dado o caricato da situação, Lucas deixou que o take ficasse na montagem final.

- Cerca de 300 carros pré-1962 foram usados nas filmagens

- O restaurante Mel's Drive-in já tinha sido encerrado quando se iniciaram as filmagens. Foi re-aberto de propósito para a rodagem e demolido logo a seguir ao filme se encontrar concluído. Em 1981 o mesmo proprietário abriu outros restaurantes do mesmo tipo.


- George Lucas pretendia que cerca de 80 temas dos anos 50 e inícios dos anos 60 fossem usadas no filme. Por causa do elevado custo de direitos esse número teve de ser reduzido practicamente para metade.

- Em 1978 Lucas adicionou três pequenas cenas (cerca de 2 minutos no total), que tinham sido eliminadas antes da estreia do filme em 1973.

- Coppola e Ned Tanen, os produtores do filmes, não gostavam do título, tendo inclusivé chegado a sugerir outros: "Another Slow Night in Modesto" ou "Rock Around the Block". Felizmente que Lucas levou a sua avante.

- "American Graffiti" foi nomeado para 5 Óscares, nas categorias de Filme, Realização, Montagem, Argumento-Adaptado e Actriz Secundária (Candy Clark). Ganhou 2 Globos de Ouro: melhor filme musical ou comédia e Actor mais promissor (Paul Le Mat). George Lucas e Richard Dreyfuss receberam ainda uma nomeação cada um.