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sábado, agosto 20, 2011

RISE OF THE PLANET OF THE APES (2011)

PLANETA DOS MACACOS: 
A ORIGEM




Um filme de RUPERT WYATT


Com James Franco, Andy Serkis, Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox, Tom Felton, David Oyelowo, Tyler Labine, Jamie Harris


EUA / 105 min / COR / 16X9 (2.35:1)


Estreia nos EUA a 5/8/2011
Estreia em PORTUGAL a 11/8/2011

Will Rodman: «I'll take you home»
Caesar: «Caesar is home»

Há boas e más notícias acerca deste “Rise of the Planet of the Apes”. Começando pelas últimas, é inevitável apercebermo-nos que nos encontramos diante de mais um blockbuster de Hollywood, que teima em apostar no prolongamento ou na reinvenção de temas antigos numa tentativa de ocultar a já preocupante falta de ideias dos actuais responsáveis pela indústria cinematográfica norte-americana. Esta prequela não foge à regra e deita a mão, uma vez mais, aos efeitos digitais de última geração (os famigerados CGI), tendo como alvo principal as novas gerações, para quem a parafernália técnica é sinónimo de cinema.
Rupert Wyatt, o realizador deste novo capítulo da saga dos macacos, não fez a coisa por menos e rumou directamente à Weta Digital, na Nova Zelândia, império tecnológico de Peter Jackson. Joe Letteri, vencedor de quatro Óscares pelo recente “Avatar” e pela trilogia “Lord of the Rings”, foi uma vez mais o supervisor técnico de todos os efeitos visuais. Mas a boa notícia aqui é que, surpreendentemente, e ao contrário dos filmes anteriores (onde os efeitos digitais assumiam descaradamente o lugar de prima-dona) a técnica associada a “Rise of the Planet of the Apes” é suficientemente discreta de modo a fazer sobressair o lado de entretenimento do filme.
Este novo filme da série do “Planet of the Apes” reinventa a origem da civilização simiesca, centrando-a nos tempos actuais. Na antiga saga Caesar é o descendente inteligente (já com o mecanismo da fala perfeitamente dominado) do casal de médicos (Zira e Cornelius) que regressam a um mundo ainda dominado pelos humanos, cerca de 2000 anos antes dos acontecimentos narrados no primeiro e magnífico filme, “O Homem Que Veio do Futuro” (já comentado neste blogue). Agora temos a doença de Alzheimer como ponto de partida – são as experiências realizadas na procura da respectiva cura que vão originar o aparecimento de uma inteligência superior nos símios e a degradação progressiva (e consequente extinção) da raça humana.
Apesar dos desnecessários piscar-de-olhos ao filme original, este “Rise of the Planet of the Apes” consegue atingir o seu principal objectivo, que é o de contar uma história interessante, na qual tem papel de relevo a personagem de Caesar, criada pelo actor Andy Serkis, responsável pelo Gollum do “Lord of the Rings” e pelo “King Kong” de Peter Jackson: «Não pretendia interpretar outro macaco, mas o argumento e os personagens deste filme cativaram-me.» James Franco, o actor humano do filme, lembra como foi trabalhar com Serkis: «O comportamento de Andy foi tão convincente que eu, enquanto actor, fui imediatamente levado a entrar dentro daquela relação e reagir com ele como se fosse mesmo um cimpanzé.»
Em resumo, “Rise of the Planet of the Apes” cumpre a maior parte dos requesitos pelos quais se deveriam reger os chamados blockbusters (o que, como sabemos, raramente acontece): um filme despretensioso, divertido, que não se deixa aprisionar pelos efeitos digitais, antes servindo-se deles para melhor contar a sua história. E felizmente sem enveredar pela moda actual do 3D. Convenhamos que, nos tempos que correm, é já algo que se deve aplaudir.
CURIOSIDADES:

- Os nomes de diversas personagens do filme são alusões directas ao filme original: Dodge Landon (Tom Felton)  é a combinação dos nomes dos astronautas que acompanham Taylor na expedição. O orangotango Maurice tem o mesmo nome do actor Maurice Evans, o Dr. Zaius do primeiro filme. “Bright Eyes”, a expressão pela qual a mãe de Caesar o chama, é a mesma com que a Drª Zira se referia a Taylor. Steven Jacobs (David Oyelowo), o chefe do Departamento de Pesquisas, tem o mesmo apelido de Arthur P. Jacobs, o produtor da saga antiga.

- Charlton Heston aparece em dois filmes que passam na TV: “The Agony and the Ecstasy” e “The Ten Commandments”.

- Em determinada cena pode ver-se Caesar com um puzzle 3D da Estátua da Liberdade na mão, uma alusão ao final do primeiro filme.