Um filme de CATHERINE HARDWICKE
Com Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke, Shiloh Fernandez, Max Irons, Virginia Madsen, Lukas Haas, Julie Christie
EUA - CANADÁ / 100 min / 16X9 (2.35:1)
Estreia nos EUA a 7/3/2011
Estreia em PORTUGAL a 14/4/2011
Resolvi alugar este filme por três razões: primeiro porque sou fã do fantástico e do filme de terror; depois porque tenho grande apreço pelo trabalho do actor inglês Gary Oldman; finalmente, confesso que estava muito curioso em ver como Julie Christie, uma das mulheres mais lindas do meu tempo (e a inesquecível intérprete de Lara do “Doutor Zhivago”) se encontrava aos 70 anos. Após uma (penosa) visualização, tive mesmo de me contentar apenas com a satisfação desta última curiosidade. Apesar de ter envelhecido com classe, não teria reconhecido a actriz se não soubesse que era ela quem interpretava a avózinha do capuchinho vermelho. No resto, nada se salva neste filme. O fantástico e o terror estão ausentes (muito por causa de um argumento sem pés nem cabeça, onde o maior interesse reside na resposta à questão «mas afinal quem é o lobo mau?», à semelhança da maior parte dos livros de Agatha Christie, onde o conhecimento de quem era o criminoso era sempre o momento mais ambicionado. Mas aqui nem sequer essa revelação funciona); as interpretações são do piorio (que tristeza ver Gary Oldman envolvido numa coisa destas); a realização e a montagem cumprem quase religiosamente a “regra dos planos de 3 segundos” (só tarde demais é que me dei conta do nome que assina este amontoado de imagens – Catherine Hardwicke, a mulher responsável pelo famigerado e inóquo “Twilight”). Com a agravante do embuste que é recorrer-se a uma fotografia “bonitinha” para camuflar todas as deficiências reinantes. Estou convencido que até o público (muito) adolescente a quem “Red Riding Hood” obviamente se destina, sentirá alguma dificuldade em retirar alguma satisfação do filme. Enfim, um produto perfeitamente escusado, que só vai engrossar o lote dos filmes que nos levam a acreditar na extinção da outrora chamada “Sétima Arte”. Lote esse que, infelizmente, não pára de crescer.


