terça-feira, fevereiro 07, 2012

LOS OJOS DE JULIA (2010)

OS OLHOS DE JÚLIA
Um filme de GUILLEM MORALES


Com Belén Rueda, Lluís Homar, Pablo Derqui, Francesc Orella, Joan Dalmau, Julia Gutiérrez Caba


ESPANHA / 112 min / COR / 16X9 (2.35:1)


Estreia no CANADÁ a 11/9/2010
(Festival Internacional de Toronto)
Estreia em ESPANHA a 7/10/2010
(Festival Internacional de Stiges)
Estreia em PORTUGAL a 22/9/2011

¿Y si el universo se há apagado?

Do país de nuestros hermanos continuam a chegar coisas muito interessantes no domínio do cinema de horror. Esta produção de Guillermo Del Toro, mexicano nascido em Guadalajara, a 9/10/1964, e cujo nome podemos identificar com vários filmes, quer como realizador – “Mimic” [1997], “El Laberinto Del Fauno” [2006] – quer como produtor – “El Orfanato” [2007], “Biutiful” [2010] – ou mesmo argumentista – “Hellboy” [2004], “The Hobbit” [2012] – entre outros, dá aqui uma mãozinha a Guillem Morales (espanhol nascido em Barcelona, no ano de 1975) para a realização da sua segunda longa-metragem, após o ainda inédito em Portugal “El Habitante Incierto” [2004], intitulada “Los Ojos de Julia”, e protagonizada por Belén Rueda, a mesma actriz de “El Orfanato”, uma madrilena nascida a 16/3/1965, e cuja presença neste filme é uma das principais razões do seu interesse.
O grande mérito de “Los Ojos de Julia” é o não se deixar comprometer com as suas influências óbvias (Hitchcock e Argento, sobretudo), denotando, pelo contrário, uma forte aposta na originalidade e numa abordagem algo diferente da habitual. No observatório astronómico onde trabalha, Julia Levin tem o presságio de que algo aconteceu com a sua irmã gémea Sara, que vive numa localidade afastada e que padece do mesmo mal, uma doença degenerativa da vista que irá inevitavelmente conduzir ambas à cegueira. Dirige-se, com o marido, Isaac (Lluís Homar) a casa da irmã para descobrir que a mesma se enforcou na cave há já alguns meses (sequência que abre o filme). Mas Julia desconfia da aparente evidência e convence-se de que a irmã foi assassinada. O desenrolar dos acontecimentos dar-lhe-á razão e ela virá a ser eleita como alvo seguinte na lista do assassino. Não necessariamente como vítima a abater, mas isso ficará para ser descoberto pelo espectador numa primeira visão do filme.
A cegueira tem sido, ao longo dos anos, um tema que os chamados horror thrillers têm explorado, com maior ou menor sucesso. Desde os agora considerados clássicos - "Wait Until Dark" (Terence Young, 1967) com Audrey Hepburn ou "Blind Terror" (Richard Fleischer, 1971) com Mia Farrow - até aos mais recentes "Blink" (Michael Apted, 1994) com Madeleine Stowe ou "The Eye" (David Moreau e Xavier Palud, 2008) com Jessica Alba, este último aventurando-se mais no campo do sobrenatural. "Los Ojos de Julia" nada tem de irreal ou fantástico (embora por vezes pareça, mas isso deve-se à arte com que as sequências são filmadas e montadas, numa clara intenção persuasiva), antes envereda pelos caminhos do thriller psicológico, criando atmosferas sucessivas de angústia e inquietação, numa espiral sempre crescente. Sem necessidade de recorrer ao gore ou a efeitos especiais desnecessários, é a realização de Morales, numa hábil e segura mise-en-scène, que está na base do suspense que pouco a pouco se vai instalando no espírito do espectador.
Em "Los Ojos de Julia" Morales usa a cegueira não apenas como uma deficiência física propensa a abusos violentos, mas sobretudo como uma metáfora sobre a vulnerabilidade das pessoas, rodeadas pela indiferença e exclusão social. Simultaneamente, é essa mesma cegueira que está no centro da história de amor que é contada em paralelo e que culmina num final de rara beleza, algo nunca visto neste tipo de filmes. De realçar ainda a fotografia de Oscar Fauro, que de parceria com a cenografia (Didac Bono) e a música (Fernando Vélazquez),  contribui decisivamente para a coerência de todos os ambientes do filme, onde predomina o bom gosto e, por vezes, até uma certa poesia.
Mas a grande força do filme reside sobretudo em Belén Rueda, simplesmente magnífica no papel de Julia Levin: ela é o centro em volta do qual tudo o mais gravita. Como se não bastasse ter tido a sorte de poder contar com a actriz perfeita para o papel perfeito, Morales soube rodear-se por uma equipa técnica de alto gabarito para desse modo conseguir atingir os seus propósitos: um filme de um suspense quase clássico, manipulador, por vezes desconcertante, e desenvolvido através de ambientes únicos, onde a tensão e a poesia se cruzam a cada passo, a cada sequência. “Los Ojos de Julia” não será votado ao esquecimento, como tantos filmes do género, e daqui a alguns anos poderá vir a constituir-se num autêntico filme de culto, uma espécie de giallo castelhano.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

ANIVERSARIANTES DA SEMANA

Dia   6:  Zsa Zsa Gabor (95 anos)
Dia   6:  Patrick Macnee (90 anos)
Dia   6:  Fabian (70 anos)
Dia   6:  Mamie Van Doren (81 anos)
Dia   6:  Gayle Hunnicutt (69 anos)
Dia   6:  Natalie Cole (62 anos)
Dia   7:  James Spader (52 anos)
Dia   7:  Hector Babenco (66 anos)
Dia   7:  Juliette Gréco (85 anos)
Dia   8:  Nick Nolte (71 anos)
Dia   8:  Mary Steenburgen (59 anos)
Dia   8:  John Williams (80 anos)
Dia   8:  Brooke Adams (63 anos)
Dia   8:  Mathilda May (47 anos)
Dia   9:  Joe Pesci (69 anos)
Dia   9:  Mia Farrow (67 anos)
Dia   9:  Janet Suzman (73 anos)
Dia   9:  Carole King (70 anos)
Dia 10:  Laura Dern (45 anos)
Dia 10:  Robert Wagner (82 anos)
Dia 10:  Roberta Flack (75 anos)
Dia 10:  Douglas Slocombe (99 anos)
Dia 11:  Jennifer Aniston (43 anos)
Dia 11:  Burt Reynolds (76 anos)
Dia 11:  Sheryl Crow (50 anos)
Dia 11:  Sergio Mendes (71 anos)
Dia 11:  Joselito (69 anos)
Dia 12:  Christina Ricci (32 anos)
Dia 12:  Darren Aronofsky (43 anos)
Dia 12:  Joe Don Baker (76 anos)
Dia 12:  Maud Adams (67 anos)
Dia 12:  Arsenio Hall (56 anos)
Dia 12:  Costa-Gavras (79 anos)
Dia 12:  Franco Zeffirelli (89 anos)

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

THE END OF THE AFFAIR (1999)

O FIM DA  AVENTURA
Um Filme de NEIL JORDAN




Com Ralph Fiennes, Julianne Moore, Stephen Rea


GB-EUA / 102 min / COR / 
16X9 (1.85:1)


Estreia nos EUA a 2/12/1999
Estreia em Portugal a 18/2/2000



Diz-se da eternidade que é, não uma extensão do tempo, 
mas uma ausência dele.
Os amantes ciumentos são mais respeitáveis e menos ridículos que os maridos ciumentos. Os amantes traídos sáo trágicos, nunca são cómicos. (Graham Green)

Maurice: «I'm jealous of this stocking»
Sarah: «Why?»
Maurice: «Because it does what I can't. Kisses your whole leg.
And I'm jealous of this button»
Sarah: «Poor, innocent button»
Maurice: «It's not innocent at all. It's with you all day. I'm not»
Sarah: «I suppose you're jealous of my shoes?»
Maurice: «Yes»
Sarah: «Why?»
Maurice: «Because they'll take you away from me»

Esta é a segunda e feliz adaptação ao cinema de “The End of the Affair”, um dos melhores romances de Graham Greene, cuja narrativa semi-autobiográfica dramatiza a relação do autor com Catherine Walston. Em 1955, Edward Dmytryk fez a primeira versão com Van Johnson e Deborah Kerr nos principais papéis. Neil Jordan pode agora considerar-se com mais sorte ao poder contar com Ralph Fiennes e sobretudo Julianne Moore para os papeis dos dois amantes. Sem esquecer Stephen Rea, que compõe de igual modo magistral a figura do marido enganado cujo amor pela mulher é capaz de aguentar qualquer sacrifício.
Esta é uma história de amor. Do amor das personagens, do amor dado pelos intérpretes, do amor pelos curtos segundos que só o cinema parece conseguir filmar. Mas todo o filme gira também à volta da culpa, essa consequência natural de um catolicismo tortuoso, tão comum na época e uma das imagens de marca dos romances de Greene. Culpa de amar e ser amado, culpa de desejar a felicidade por cima das convenções mundanas. Os personagens movem-se em terrenos desgastados pela moral vigente, que faz cansar e até desesperar quem procura libertar-se da tutela do divino e viver simplesmente uma vida terrena, em toda a sua plenitude.
Neil Jordan confirma mais uma vez o amor com que dirige os seus actores cujos desempenhos são essenciais na elegante fluidez deste filme admirável. A realização chega a atingir patamares poéticos de um lirismo raro no cinema da actualidade, apesar de não se coibir de mostrar o lado mais erótico da paixão. No fundo é todo um mosaico de emoções que está subjacente à relação amorosa e que Jordan filma de maneira exemplar, fazendo lembrar por vezes o classicismo de um “Brief Encounter”, de Lean. O recurso a flashbacks repetidos mas vistos por perspectivas diferentes dá ainda mais a noção da inquietude dos sentimentos que envolvem cada um dos dois amantes. "The End of the Affair" é também uma grande produção inglesa, com os seus específicos valores: reconstituição histórica imaculada, desempenhos sólidos do elenco, fotografia, música e montagem de primeirissima grandeza, tudo a funcionar em pleno para um objectivo maior.
Apesar da atmosfera romanesca e de nostalgia com que os cenários recriam a Londres dos anos da Guerra (a que não será estranha a bela partitura musical de Michael Nyman), a cidade como que se situa em segundo plano face à claustrofobia revelada pela câmara de filmar em volta dos dois amantes. Nunca vi a versão dos anos 50 (uma obra menor ao que tenho ouvido dizer) mas li o livro de Greene. E Jordan consegue efectivamente extrair do romance a complexa teia de sentimentos descrita pelo escritor. Muita coisa é diferente mas um filme não é literatura, vai muito para lá das palavras escritas em papel. Julgo apenas que a cena final do “milagre” (a mancha que desaparece da face da criança) é desnecessária, até porque ausente no romance (o assunto é abordado mas sem o ênfase colocado no filme), podendo erradamente ser interpretada como uma espécie de “recompensa” pelo sacrifício da relação amorosa. O único final apropriado é mesmo todo o ódio de Ralph Fiennes para com um Deus que lhe retirou o grande amor da sua vida:
«Não tenho paz, e não tenho amor, a não ser só por ti, Sarah. Sou um homem de ódio. Deus, conheço a tua astúcia. És Tu quem nos leva a uma altura, de onde nos ofereces o universo inteiro. E és um demónio porque nos tentas a saltar. Eu, porém, não quero a tua paz, nem quero o teu amor. Eu queria algo muito simples e muito fácil: queria ter Sarah a vida inteira, e Tu levaste-a. Com os teus grandes desígnios arruínas a felicidade humana como o ceifeiro, nos campos, destrói um ninho de ratos. Odeio-Te, Deus, odeio-Te como se existisses. Já fizeste bastante, já me roubaste bastante, sinto-me por demais cansado e velho para aprender a amar. Deixa-me em paz para sempre!»
Termino com a citação de parte de um artigo publicado por Linda Santos Costa na revista “Leituras” do jornal Público de 8 de Abril de 1995:
«... Que faz da história de amor em tempo de guerra, que é “O Fim da Aventura”, um romance que nos fascina e comove até às lágrimas? Explicá-lo seria o mesmo que explicar o amor, cedendo à tentação de o reduzir às secreções internas que regulam a intensidade dos impulsos passionais e levam a falar de uma “química do amor”, pois há muito, nesta história, que releva da forma como está construída: a sábia alternância de pontos de vista, o modo gradual e circular como nos é dado o acesso à “verdade” dos acontecimentos, a construção da intriga, com o seu quê de policial, que nos faz estar suspensos das páginas a vir, temendo (e desejando) que o enigma jamais seja desvendado.»
CURIOSIDADES:

- “The End of the Affair” teve duas nomeações para os Ocars nas categorias de Actriz Principal e Cinematografia. Julianne Moore seria preterida a favor de Hilary Swank em “Boys Don’t Cry”

- Miranda Richardson e Kristin Scott Thomas chegaram a ser equacionadas para o papel de Sarah Miles. Julianne Moore, que tinha adorado o livro, escreveu uma carta ao realizador Neil Jordan solicitando-lhe a entrada no filme. O que conseguiu.

- Catherine Walston, a amante de Greene na vida real que inspirou o romance, faleceu com 62 anos em 1978. Segundo o biógrafo do escritor, Michael Shelden, Catherine não permitiu que Greene a visitasse antes de morrer por não querer que ele a visse no adiantado estado de doença em que se encontrava.



quarta-feira, fevereiro 01, 2012

PORTFOLIO - SEAN CONNERY

CONNERY POR CONNERY

Nascido a 25 de Agosto de 1930, em Edinburgh, Scotland, UK
Quando me propuseram o papel de James Bond, eu não tinha nada a ver com o personagem. Ele era elegante e requintado, tinha classe e educação. Eu venho de uma família trabalhadora e fui educado na rua. Talvez a única coisa que realmente tínhamos em comum fosse o nosso sentido de humor. À medida que fui fazendo os filmes, cheguei a pensar que James Bond tinha arruinado as possibilidades de expansão da minha carreira. Mas consegui dar a volta a isso, porque, entretanto, fui fazendo os papéis que achava que devia fazer enquanto actor. Foi assim que fiz as pazes com James Bond. Agora é como um velho amigo. Contudo, enquanto espectador, o que menos me agrada na evolução da série Bond é que cada vez mais os filmes se distanciam da essência da personagem original. Falta-lhes o equilíbrio entre acção, história e personagens.
Para ser sincero, não foi uma grande surpresa ter ganho um Óscar (actor secundário em “The Untouchables”, 1987). Mas guardo excelentes recordações de Brian De Palma e o orgulho de ter ganho a estatueta com uma personagem tão próxima de mim, um irlandês muito ligado às suas raízes e cheio de energia e firmeza. O que foi menos previsível foi o facto de me terem concedido o prémio Freedom of Edinburgh, que já tinha sido atribuído a Benjamin Franklin, à Rainha Victoria, a Eisenhower e a Churchill. Esse sim, é importante. Quanto ao Óscar, tenho-o na casa de banho, juntamente com outros prémios.
Não quero que me considerem intrometido, mas gosto de ter a certeza de que aquilo em que participo não se distancia muito do que foi inicialmente planeado. Chego sempre às filmagens com uma ideia precisa do assunto do filme, porque gosto de me envolver na pré-produção, mas isso não quer dizer que na rodagem seja tudo inalterável. O que detesto é que se reescreva continuamente o argumento e de planear as cenas no próprio dia. O improviso dos actores deve ser controlado, porque o filme está sempre acima dos actores e das estrelas, por maiores que eles sejam.
É muito reconfortante o facto de muitos actores jovens desejarem trabalhar comigo, sobretudo porque há cada vez menos trabalho e mais gente jovem disposta a fazê-lo. Isso limita as possibilidades de manter no activo gente experimentada e de valor, que antes se respeitava e escutava e que agora se arrisca a cair no esquecimento. Mas eu não me dei mal nesse aspecto. Quando trabalhei com Harrison Ford e Kevin Costner descobri dois grandes actores, que, por trabalharem em projectos comerciais, por vezes têm sido postos, injustamente, em causa. O cinema norte-americano é como a Broadway: está constantemente a morrer, mas continua a manter um espírito empresarial. O que mais o está a prejudicar é a obsessão em fazer sequelas. A energia que se deveria empregar a desenvolver temas de qualidade utiliza-se para fazer dinheiro o mais rapidamente possível. Noutros tempos, esperava-se um pouco mais até se receber os rendimentos do filme. Agora, se não se paga nas salas em duas semanas, é considerado um fracasso. E isto é assim, porque, quase sempre, quem controla o dinheiro não faz a menor ideia do que é o cinema.
Há muito tempo que tomei a decisão de misturar-me com as pessoas, porque não sinto nisso qualquer incómodo. Voo sempre em linhas regulares, saio por aí, faço as minhas próprias reservas nos restaurantes. Não tenho nem chauffeur, nem ajudantes, nem guarda-costas. O mais importante é estar feliz na minha própria pele. Tento tratar toda a gente como gosto que me tratem a mim. As festas, as reuniões, as estreias…, não me interessam. Se querem fotografar-me com mulheres bonitas, terão de me fotografar com a minha mulher. Quanto a dizer-se que sou o homem mais sexy do mundo é uma parvoíce. Não acho que o meu sex-appeal seja uma característica assim tão dominante na minha personalidade.
A política interessa-me porque as coisas estão a mudar muito depressa. Orgulho-me de não ter uma gota de sangue inglês nas veias e defendo o movimento independentista: não perdi o sotaque escocês e acho que devemos buscar uma posição de igualdade com os ingleses, que nos controlam há 300 anos. Sei que, algum dia, nós, escoceses, obteremos a independência e por isso participo activamente com os políticos que defendem essa opção.
Numa entrevista na televisão disse que bater numa mulher não era o pior que se lhe podia fazer. Assim começou a minha fama de porco machista. Mas não o sou. Adoro as mulheres, mas detesto as ditadoras e as que choramingam em excesso. Tenho lido muitas coisas sobre mim que não são verdadeiras, como ser apoiante de armas nucleares. A energia nuclear é extremamente perigosa. Como poderia defendê-la se vejo desastres como o de Chernobyl?
Sou agnóstico. Claro que gostaria de acreditar no Além, mas creio que depois desta já não vamos ter outra vida. Ainda assim, acho que os que têm fé têm muita sorte. Todo o tema da eternidade, e da vida além da morte, é algo que não me tira o sono. O meu passado não tem importância, por isso discuto com aqueles que querem escrever a minha biografia. E as que têm aparecido não têm nada a ver comigo. Detesto guardar coisas do passado ou dos meus filmes…, excepto o dinheiro que ganho com eles. O desencanto seria a única razão para eu deixar o cinema. Mas ainda não encontrei nada que me entusiasmasse mais que actuar. Já tive momentos baixos, mas nem por uma vez pensei que esta profissão pudesse ser aborrecida.



FILMOGRAFIA:

2003 – The League of Extraordinary Gentlemen / Liga de Cavalheiros Extraordinários + produtor
2000 – Finding Forrester / Descobrir Forrester + produtor
1999 – Entrapment / A Armadilha + produtor
1998 – Playing By Heart / Entre Estranhos e Amantes
1998 – The Avengers / Os Vingadores
1996 – Dragonheart / Coração de Dragão
1996 – The Rock / O Rochedo + produtor
1995 – First Night / O Primeiro Cavaleiro
1995 – Just Cause / Causa Justa + produtor
1994 – A Good Man In Africa / Sarilhos em África
1993 – Rising Sun / Sol Nascente + produtor
1992 – Medicine Man / Os Últimos Dias do Paraíso + produtor
1991 – Robin Hood: Prince Of Thieves / Robin Hood, Príncipe dos Ladrões
1991 – Highlander II: The Quickening / Duelo Imortal, Parte II
1990 – The Russia House / A Casa da Rússia
1990 – The Hunt For Red October / Caça ao Outubro Vermelho
1989 – Family Business / Negócios de Família
1989 – Indiana Jones And The Last Crusade / Indiana Jones e a Grande Cruzada
1988 – The Presidio / A Hora dos Heróis
1987 – The Untouchables / Os Intocáveis
1986 – Der Name Der Rose / O Nome da Rosa
1986 – Highlander / Duelo Imortal
1983 – Never Say Never Again / Nunca Mais Digas Nunca
1983 – Sword of the Valiant / A Espada dos Valentes
1982 – Five Days One Summer / Cinco Dias Num Verão
1982 – Wrong Is Right / O Homem das Lentes Mortais
1981 – Time Bnadits / Os Ladrões do Tempo
1981 – Outland / Outland: Atmosfera Zero
1979 – Cuba
1979 – Meteor / Meteoro
1978 – The First Great Train Robbery / O Grande Ataque ao Comboio do Ouro
1977 – A Bridge Too Far / Uma Ponte Longe Demais
1976 – The Next Man
1976 – Robin and Marian / A Flecha e a Rosa
1975 – The Man Who Would Be King / O Homem Que Queria Ser Rei
1975 – The Wind and the Lion / O Leão e o Vento
1975 – Ransom / Estado de Emergência
1974 – Murder on the Orient Express / Um Crime no Expresso do Oriente
1974 – Zardoz
1973 – The Offence or Something Like the Truth / A Sevícia
1971 – Diamonds Are Forever / Os Diamantes São Eternos
1971 – The Anderson Tapes / O Dossier Anderson
1971 – The Red Tent / A Grande Odisseia
1970 – The Molly Maguires / Os Homens Nascem Iguais
1968 – Shalako
1967 – You Only Live Twice / Só Se Vive Duas Vezes
1966 – A Fine Madness / O Malandro Encantador
1965 – Thunderball / 007 Operação Relâmpago
1965 – The Hill / A Colina Maldita
1964 – Goldfinger / 007 Contra Goldfinger
1964 – Marnie
1964 – Woman of Straw / A Mulher de Palha
1963 – From Russia With Love /007 Ordem Para Matar
1962 – Dr. No / Agente Secreto 007
1962 – The Longest Day / O Dia Mais Longo
1961 – On The Fiddle or Operation Snafu / Ordem Para Amar
1961 – The Frightened City / A Cidade Ameaçada
1959 – Tarzan’s Greatest Adventure / A Maior Aventura de Tarzan
1959 – Darby O’Gill and the Little People / O Senhor da Terra
1958 – Another Time, Another Place / O Amor Que Roubei
1958 – A Night To Remember
1957 – Action of the Tiger / Uma Aventura no Mediterrâneo
1957 – Time Lock
1957 – Hell Drivers / Na Rota do Inferno
1956 – No Road Back