Mostrar mensagens com a etiqueta joe dante. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta joe dante. Mostrar todas as mensagens

sábado, agosto 29, 2015

BURYING THE EX (2014)

ENTERRAR A MINHA EX
Um filme de JOE DANTE

Com Anton Yelchin, Ashley Greene, Alexandra Daddario, Oliver Cooper, etc.

EUA / 89 min / COR / 
16X9 (2.35:1)

Estreia em ITÁLIA: Festival de Veneza, 4/9/2014
Estreia nos EUA: 19/6/2015
Estreia em PORTUGAL: Lisboa, Motelx (cinema S. Jorge), 10/9/2015


Max and Evelyn: «We will always be together... 
always and forever»

"Burying The EX" começou por ser uma curta-metragem de 15 minutos, escrita e realizada por Alan Trezza em 2008, que mais tarde reescreveu o argumento, visando a rodagem de um filme de fundo. Encontrou-se com Joe Dante, que gostou da ideia base, achando-a engraçada e original. Arranjado o dinheiro estritamente necessário, o filme foi rodado em escassos 20 dias em Los Angeles, California: «It was a lot of fun, a hectic shoot. We were clever about our locations and shooting all within the same area of town. The four leads are really fun and creative and brought a lot to the table», declarou Dante, numa entrevista de 2014. O filme viria a estrear-se no Festival de Cinema de Veneza, tendo desde aí sido apresentado em inúmeros outros festivais: Austria (Slash Film), Brasil (Rio de Janeiro), Espanha (Stiges), Finlândia (Night Visions), Mexico (Riviera Maya), estando agora programado para o Festival de Terror de Lisboa, o já afamado Motelx, que irá decorrer, como de costume, no Cinema S. Jorge (1ª sessão agendada para as 19:15 do dia 10 de Setembro).


A história resume-se numa relação envolvendo quatro pessoas: Max (Anton Yelchin), um tipo simplório, que trabalha numa pequena loja de memorabilia de terror, com especial destaque para os adereços de Halloween, chamada Bloody Mary's, é aliciado pela namorada, a caprichosa e voluntariosa Evelyn (Ashley Greene), afim de partilharem a mesma casa. Depressa se apercebe do erro que cometeu devido ao facto de Evelyn, uma activista ecológica militante, se revelar ainda mais egocêntrica e manipuladora do que quando viviam separados. A vida de Max começa a tornar-se complicada e o desejo de se soltar das amarras vai-se-lhe impondo cada vez mais no pensamento. A única coisa que o vai mantendo ao lado de Evelyn é o "bom" sexo (com recurso a adereços sensuais de catálogo) que ela lhe vai proporcionando. Desabafa com Travis (Oliver Cooper), um putanheiro que é seu meio-irmão, que o aconselha a acabar com a relação e regressar rapidamente à boa vida de solteiro. Só que Max não tem feitio para confrontações e sente autêntico pavor em dar o primeiro passo. Mas o destino intromete-se e Evelyn morre atropelada por um autocarro, deixando Max de novo sózinho. Pouco depois, à saída de um cinema, descobre em Olívia (a bela e curvilínea Alexandra Daddario) a sua alma-gémea, e com a qual pretende começar uma nova e duradoura relação. Mas esquece-se de uma promessa mútua feita alguns meses antes com Evelyn: «Ficaremos para sempre juntos, aconteça o que acontecer». Ora, uma promessa é para ser cumprida (sobretudo quando testemunhada por uma estatueta satânica de estranhos poderes), e Evelyn regressa mesmo do túmulo, ávida de sexo, para de novo complicar a vida do pobre Max.


"Burying The Ex" não é um filme para se levar a sério. Aliás, como a esmagadora maioria dos filmes de Joe Dante ("Gremlins", 1984; "Explorers", 1985; "Innerspace", 1987; ou o mais recente "The Hole", 2009), que habitualmente denotam um ponto de vista infantil por parte do realizador. Pelos vistos Dante continua agarrado à adolescência, uma vez que este não é excepção, apesar do enredo se focar nas relações sexistas dos 4 personagens principais. "Burying The Ex" é até um título feliz e apelativo, que desperta a atenção; e, de qualquer modo, o filme contém algumas sequências de humor negro bem divertidas que justificam o visionamento. Como por exemplo as queixas de Evelyn depois do regresso («Sabes como é difícil saír do caixão? Devias ter mais consideração por mim!») ou a participação de Max à polícia («A minha ex-mulher que tinha morrido, voltou! Comeu o meu irmão e agora quer comer-me a mim. Venham depressa!»). Ah e tem a Alexandra Daddario (a Lisa Tragnetti da série televisiva "True Detective"), que embora quase trintona, conserva todos os belos atributos que Nosso Senhor lhe deu.

POSTERS

PORTFOLIO




quinta-feira, outubro 06, 2011

THE HOLE (2009)

MEDOS
Um filme de JOE DANTE


Com Chris Massoglia, Haley Bennett, Nathan Gamble, Teri Polo, Bruce Dern, Quinn Lord

EUA / 92 min / COR / 16X9 (1.85:1)

Estreia em ITÁLIA a 11/9/2009
(Festival de Veneza)
Estreia nos EUA a 31/10/2009
(Festival AFI)
Estreia em PORTUGAL a 21/4/2011


«Cresci a adorar filmes de suspense e de criaturas. Na minha carreira já realizei uma série de filmes de terror e também sobre a adolescência, como “Gremlins”. Mas nenhum deles tinha a mesma mistura daqueles arrepios de nos fazer saltar da cadeira com elementos de drama humano como o que esta história me ofereceu.»
Joe Dante

Filmado no agora muito em voga 3D, “The Hole” não necessita desse complemento técnico para ser aquilo que é – um bom entretenimento de suspense genuíno. Aliás, diz quem viu, a versão em 3D fica muito aquém da versão “normal”, o que em nada vem abonar esta nova moda, feita exclusivamente a pensar em lucros adicionais. Pessoalmente recuso-me a ver tais filmes que, no meu entender, vêm desvirtuar o cinema, transformando-o numa mera atração de feira. Um pouco como acontecia com o Cinerama dos anos 50 e 60, mas sem as características espectaculares desse sistema. Já não bastavam os efeitos digitais, usados quase sempre despudoradamente, agora a grande indústria tenta também cativar os mais incautos com uma dimensão extra. Felizmente que a “novidade” não tem tido grande impacto junto do público e o mais natural será o seu desaparecimento a curto prazo.

Joe Dante tem passado a maior parte da sua carreira entretido com produções para televisão, sobretudo realizando episódios para séries. “CSI: Nova Iorque”, “Masters of Horror”, “Night Visions”, “Amazing Stories” ou “The Twilight Zone” (nova edição) são algumas dessas séries, de maior ou menor sucesso. A sua estreia no cinema data de 1978, com o filme “Piranha”, onde dirige Kevin McCarthy, o intérprete de “Invasion of the Body Snatchers”, após o que realizou alguns filmes durante a década de 80 e no domínio do fantástico, tais como “The Howling” (1981), “Gremlins” (1984), “Explorers” (1985) ou “Innerspace” (1987). Por causa desses títulos é vulgar designar-se o seu cinema como “terror familiar”, significando isso uma ausência de violência gráfica (o chamado gore), antes privilegiando a emoção e o suspense. Este “The Hole” não foge à regra, distanciando-se por isso das características mais comuns do filme de terror; apesar do seu início, já visto muitas dezenas de vezes – a mudança para uma nova casa de uma pequena família, aqui formada por uma mãe e dois filhos. Mas as semelhanças ficam-se por aqui.

Na cave da nova casa, os dois irmãos, Dane (Chris Massoglia) e Lucas (Nathan Gamble), descobrem, com a ajuda da nova vizinha, Julie (Haley Bennett) um misterioso buraco, fechado a sete chaves, que depois de aberto apresenta a inquietante particularidade de não ter fundo. Não, não é nenhum portal para o inferno, como os três adolescentes chegam a pensar, pelo menos aquele “inferno bíblico” povoado de diabretes. O inferno, aqui, são os medos pessoais de cada um, são os pesadelos mais sombrios e ocultos que se vão pouco a pouco materializando. Com argumento de Mark L. Smith, “The Hole” enquadra-se melhor no género do filme de aventuras, como aliás é compreensível face aos antecedentes de Dante, não descurando contudo todo um clima de grande suspense que mantém sempre alerta a atenção do espectador . De realçar ainda a fotografia e também uns cenários pouco vulgares neste tipo de produção, os quais, na parte final do filme chegam a invocar alguma pintura moderna, nomeadamente a de Salvador Dali.