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terça-feira, agosto 19, 2025

MARNIE (1964)

MARNIE
Um filme de ALFRED HITCHCOCK


Com Tippi Hedren, Sean Connery, Diane Baker, Martin Gabel, Louise Latham, Bob Sweeney, Milton Selzer, Alan Napier, Bruce Dern, etc.


EUA / 130 min / COR / 
16X9 (1.85:1)

Estreia na GB a 9/7/1964

Estreia nos EUA a 22/7/1964
Estreia em PORTUGAL a 13/1/1967



Mark Rutland: «But I do want to go to bed, Marnie. 
I very much want to go to bed»

"Marnie" foi o filme que me introduziu à obra de Sir Alfred Hitchcock. Na altura tinha apenas 13 anos e nunca tinha ouvido falar em semelhante nome. O que era perfeitamente natural, porque desconhecia a importância do realizador na execução de um filme. O que me interessava era apenas os nomes dos actores, e mesmo estes eram quase sempre ilustres desconhecidos. Como neste caso. Não tinha visto qualquer dos filmes de James Bond (e já tinham sido rodados quatro) e portanto Sean Connery era uma autêntica novidade. Bem como Tippi Hendren, entenda-se. Vi o filme durante umas mini-férias em Johannesburg, num daqueles cinemas de sessões contínuas (que apelidávamos de "piolhos"), de aspecto sombrio e frequência duvidosa, mas que faziam as minhas delícias de jovem adolescente.

Havia sempre dois filmes em cartaz e a programação não fugia muito ao cinema fantástico e de ficção-científica (vi por lá muitos monstros "made in Japan"), ao western-spaghetti ou então aos filmes de aventuras, nomeadamente de piratas. Normalmente, quando entrava na sala, lá para o fim da manhã (as sessões começavam bem cedo), um dos filmes já ia a meio e por isso passava longas horas no cinema, até a visão do programa em exibição ficar completa. Lembro-me que havia um tabuleiro corrido à frente e ao longo das cadeiras, onde se colocavam as bebidas e as sandes que íamos consumindo sem despregar os olhos do écran: belos hot-dogs, os que eu comi, com enormes salsichas vermelhas e cheios de tudo e mais alguma coisa. Nunca mais na vida comi algo que se assemelhasse.

Mas voltando àquela sessão muito especial. Às vezes os programadores dessas salas deviam enganar-se e lá passavam um filme ou outro diferente do habitual. Como neste caso, no Royalty (assim se chamava este cinema). Nesse dia, 24 de Janeiro de 1967, uma terça-feira, os filmes em exibição chamavam-se "Marnie" e "Massacre na Cidade de Mármore". Deste último desconheço o título original ou mesmo o elenco e o realizador, pelo que não faço a mínima ideia de que filme se tratava. De qualquer modo não é para aqui chamado, por isso deixem-me avivar as minhas primeiras memórias sobre "Marnie". Foram essencialmente duas: o abate de um cavalo depois deste ter embatido com uma das patas traseiras num muro de pedra e o vermelho, uma cor que durante muito tempo associei a "Marnie". Com toda a razão, diga-se, conforme pude constatar em futuras visões, já mais esclarecidas. Mas foi um filme que de certo modo me perturbou na altura, sem contudo ter percebido a razão de tal perturbação. Até porque houve muita coisa da história a que passei ao lado: não havia legendas e a minha compreensão da língua inglesa era practicamente nula naquela altura.

Ao longo dos anos vi todos os agora célebres filmes de Hitchcock (a grande maioria por diversas vezes), tenho os meus favoritos bem sedimentados ("Vertigo", "Notorious", "North By Northwest", "The Wrong Man", "Psycho""The Birds", "Dial M For Murder", a 2ª versão de "The Man Who Knew Too Much" e este "Marnie" fazem sempre parte do meu Top 10 hitchcockiano); mas aquela primeira visão do filme ainda hoje me assombra, perdurando nas minhas memórias cinéfilas. Realizado em 1964, logo após "The Birds", o filme é a última grande obra de Hitchcock, que depois dela rodaria apenas mais 4: "Torn Curtain" [1966], "Topaz" [1969], talvez um dos piores do mestre, "Frenzy" [1972], um regresso em grande e o último, "Family Plot" [1976]. Com "Marnie" Hitchcock retomava os temas da anormalidade de comportamento originada na infância, que são comuns a "Spellbound" e a "Psycho", mas agora referentes a um personagem feminino.

Inicialmente Hitchcock tinha pensado em Grace Kelly para protagonista (seria a sua quarta colaboração com o mestre, depois dos êxitos "Dial M For Murder" e "Rear Window", ambos de 1954, e de "To Catch a Thief", de 1955). Mas Grace tornara-se já princesa do Mónaco e o seu regresso ao mundo do cinema (por ela tão desejado) teve de ser plebescitado pela minúscula população do Principado. O resultado foi um rotundo "não"! Grace teve de se contentar com a sua nova condição de soberana e Hitchcock resolveu apostar de novo em Tippi Hedren, que tão boa conta tinha dado de si nos "Pássaros".

"Marnie" é portanto Tippi Hendren, uma mulher solitária, traumatizada, forçada a roubar e, como tudo isso não bastasse, sexualmente frígida, com uma repulsa constante a ser tocada pelo sexo oposto, aqui representado pelo charmoso e atlético Sean Connery então nos píncaros da fama por causa dos seus filmes de agente secreto 007 com ordem para matar. Mark Rutland (assim se chama o personagem de Connery), assume o papel de libertador dos traumas de Marnie, a ponto de forçar um casamento sem grandes perspectivas de futuro. Hitchcock joga com a complexidade das relações Marnie-Mark, procurando tornar evidente a sua interdependência, os seus jogos de ocultações e de disfarces, de mistérios e de surpresas, de aparências e de realidades.

Ao contrário de outros filmes, Hitchcock não se fica pela alusão e chama as coisas pelo seu nome. Marnie é mesmo frígida, apesar de tanto nós como Sean Connery só darmos por isso quase a meio do filme. A viagem de núpcias por barco é um desastre. Depois da consumação à força do casamento (trata-se inequivocamente de uma violação), Marnie chega a tentar o suicídio, atirando-se para a piscina do barco. Aterrorizada pela cor vermelha, vítima de horríveis pesadelos, Marnie é uma neurótica e a cleptomania não é mais do que uma compensação para a frigidez.

Tal como eu, Truffaut tinha uma predilecção especial por "Marnie" e numa das suas célebres entrevistas com o mestre do suspense, Hitchcock confessava-lhe: «Se eu tivesse utilizado, como no meu velho filme inglês "Murder", o processo do monólogo interior, ouviríamos Sean Connery dizer a si próprio: "Desejo que ela se apresse a cometer novo roubo, para poder apanhá-la em flagrante e possuí-la finalmente". Desse modo, conseguiria um duplo suspense. Filmaríamos sempre Marnie do ponto de vista de Mark e mostraríamos a sua satisfação quando vê a rapariga cometer o roubo. Para falar cruamente, deveria ter mostrado Sean Connery surpreendendo a ladra diante do cofre-forte, desejoso de lhe saltar para cima e de a violar ali mesmo. Mas não podemos realmente representar estas coisas no écran, porque o público recusaria, dizendo. "Oh, não! Isso não!..."»

Transcreve-se de seguida um extracto da crítica de João Bénard da Costa sobre o filme: «Tal como "Spellbound", "Marnie" só aparentemente é um filme sobre a psicanálise. É um filme sobre o desejo sexual, correlativo, no universo católico que forma e informa Hitchcock, do tema da culpa. Se "The Birds" é o ponto culminante da interrogação de Hitch sobre a culpa, "Marnie" é o seu equivalente sobre o tema do desejo e da sua culpada associação ao Mal. Porque nenhumas das associações psicanalíticas do filme explica Marnie ou Mark, ou explica a atracção que os leva um para o outro, ou um contra o outro.

O primeiro plano do filme mostra-nos as imagens de um livro a desfolhar-se. Como esse livro, Marnie é um personagem que quer ser aberto. Ao cavalo que Mark lhe dá e que tanto ama, dirá a certa altura: "Se queres morder alguém, morde-me a mim." Depois dessas imagens, destacam-se no silêncio os passos de Marnie, levando na mão duas carteiras de pele de crocodilo, uma cinzenta, outra amarela. Essas duas cores acompanham a protagonista ao longo de todo o filme. E na cantilena final das crianças faz-se referência a uma "senhora de carteira de crocodilo" chamada em vez do médico, quando tudo fica pior. A referência é obscura, mas não será ousado ver nessa senhora uma metáfora da morte. Por isso, a revelação do episódio da infância nada resolve. A frigidez de Marnie é a máscara do seu desejo, forma suprema de voracidade sexual.

A certa altura do filme, a mãe diz a Marnie que as únicas coisas que amamos são aquelas que nunca conseguimos dizer. "Marnie" é um filme sobre o indizível do sexo e do desejo e sobre o absurdo de os tentar compreender através da psicanálise ou de outra explicação qualquer. Num filme em que estamos sempre descentrados (nunca nos identificamos com Mark, nunca nos identificamos com Marnie - o que é, de certo modo, novo na obra de Hitch - e talvez daí a perplexidade do espectador), o ponto de vista é o da fissura entre a total assunção do desejo e a sua total recusa. Para desejarmos totalmente, temos totalmente que nos reter. Nenhuma explicação explica, nenhuma palavra liberta. Só o mistério total pode conduzir ao que é totalmente misterioso. "Marnie" é o filme do indizível. Por isso acaba, sem saída, em trompe l'oeil, num cenário em que todas as perspectivas estão distorcidas.»

CURIOSIDADES:

- Evan Hunter, argumentista que já tinha trabalhado com Hitchcock em "The Birds", opôs-se fortemente a escrever a cena em que Mark viola Marnie durante a lua-de-mel. Hitchcock despediu-o de imediato e contratou uma mulher, Jay Presson Allen, que não teve qualquer problema, dizendo inclusivé que a cena realçava o carisma de Sean Connery. Hitch confessou mais tarde que aquela cena tinha sido a razão principal pela qual fizera o filme.

- Para filmar as cenas de Marnie a cavalgar, Hitchcock usou um cavalo mecânico da Disney. Aliás, é bem visível a utilização de cenários durante essas sequências (um dos aspectos menos conseguidos do filme, mas a técnica cinematográfica ainda não tinha evoluído o suficiente naquela altura).

- Depois de filmar algumas cenas com Connery, Tippi Hedren perguntou a Hitchcock se ela tinha mesmo de ser frígida. «Have you seen him?», perguntou a actriz, referindo-se ao jovem e musculado Connery. «Yes, my dear, it's called acting», respondeu Hitchcock.

- Tippi Hedren e Hitchcock desentenderam-se variadíssimas vezes no set, tendo a actriz mais tarde confessado que a amizade que a ligara ao realizador tinha acabado  no final das filmagens, apesar de "Marnie" ser o seu filme favorito entre todos aqueles que protagonizou.

- Foi depois de verem algumas cenas do primeiro filme de Sean Connery como James Bond ("Dr. No"), que Hitchcock e a argumentista Jay Presson Allen decidiram de imediato contratar a jovem estrela para o papel de Mark, apesar de o não considerarem como o típico aristocrata americano retratado no livro de Winston Graham, em que o filme é baseado.




- A música de "Marnie" foi a última colaboração de Bernard Harmann com Hitchcock.

- O filme estreou-se em Nova Iorque numa sessão dupla. O outro filme, "Never Put It In Writing", era interpretado por Pat Boone.

- Depois de se ter visto impossibilitado de contratar Grace Kelly (por imposição da população do Mónaco, que não viram com bons olhos que a sua soberana voltasse ao mundo do cinema), e antes de se decidir por Tippi Hedren, Hitchcock ainda pensou nas actrizes Eva Marie Saint, Lee Remick, Vera Miles, Claire Griswold e Susan Hampshire. Catherine Deneuve declarou mais tarde em entrevistas que teria adorado interpretar o papel de Marnie.

- O filme foi filmado entre 26 de Novembro de 1963 e 19 de Março de 1964, e teve um orçamento de cerca de 3 milhões de dólares.

- A aparição de Hitchcock (cameo obrigatório em grande parte dos seus filmes), ocorre logo no início, a saír de uma porta no corredor do hotel onde Marnie se dirige para trocar de identidade.




LOBBY CARDS:

segunda-feira, março 07, 2016

My name is Bond... James Bond!

Agora que o canal amc começou a transmitir, aos domingos à noite, todos os filmes de James Bond, recordam-se aqui os 24 títulos do célebre agente 007, criado por Ian Fleming (não se inclui "Casino Royale", de 1967, por se tratar de uma sátira e não de um verdadeiro filme de James Bond). Indicam-se as datas de estreia no Reino Unido, o título original, a tradução em português, o realizador, os actores principais e ainda todas as canções escritas de propósito para os filmes (incluindo os respectivos intérpretes). Uma boa ocasião, portanto, de rever os filmes que ao longo já de 6 décadas, têm constituído o cinema de entretenimento por excelência. Cada um terá o seu Bond preferido (o meu é e será sempre Sean Connery), mas acredito que toda a gente já viu pelo menos uma aventura de cada um dos seis actores que até hoje vestiram a pele do agente secreto 007.


1. 1962, Outubro 10 – Dr. No / Agente Secreto 007de Terence Young; com Sean Connery, Ursula Andress, Joseph Wiseman, Jack Lord, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Under the Mango Tree” (Byron Lee)

2. 1963, Outubro 11 – From Russia With Love / 007 Ordem Para Matarde Terence Young; com Sean Connery, Daniela Bianchi, Pedro Armendariz, Lotte Lenya, Robert Shaw, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “From Russia With Love” (Matt Monro)

3. 1964, Setembro 18 – Goldfinger / 007 Contra Goldfingerde Guy Hamilton; com Sean Connery, Honor Blackman, Gert Frobe, Shirley Heaton, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Goldfinger” (Shirley Bassey)

4. 1965, Dezembro 29 – Thunderball / 007 Operação Relâmpagode Terence Young; com Sean Connery, Claudine Auger, Adolfo Celi, Luciana Palluzi, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Thunderball” (Tom Jones)

5. 1967, Junho 13 – You Only Live Twice / 007 Só Se Vive Duas Vezes de Lewis Gilbert; com Sean Connery, Kiko Wakabayashi, Teru Shimada, Karin Dor, Donald Pleasence, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “You Only Live Twice” (Nancy Sinatra)


6. 1969, Dezembro 18 – On Her Majesty’s Secret Service / 007 Ao Serviço de Sua Majestadede Peter Hunt; com George Lazenby, Diana Rigg, Telly Savalas, Gabriele Ferzetti, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “We Have All The Time In The World” (Louis Armstrong)

7. 1971, Dezembro 30 – Diamonds Are Forever / 007 Os Diamantes São Eternosde Guy Hamilton; com Sean Connery, Jill St. John, Charles Gray, Lana Wood, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Diamonds Are Forever” (Shirley Bassey)


8. 1973, Julho 6 – Live and Let Die / 007 Vive e Deixa Morrerde Guy Hamilton; com Roger Moore, Jane Seymour, Yaphet Kotto, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Live and Let Die” (Paul McCartney)

9. 1974, Dezembro 19 – The Man With the Golden Gun / 007 O Homem da Pistola Douradade Guy Hamilton; com Roger Moore, Christopher Lee, Britt Ekland, Maud Adams, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “The Man With The Golden Gun” (Lulu)

10. 1977, Julho 20 – The Spy Who Loved Me / 007 Agente Irresistível de Lewis Gilbert; com Roger Moore, Barbara Bach, Curd Jurgens, Richard Kiel, Caroline Munro, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Nobody Does It Better” (Carly Simon)

11. 1979, Junho 26 – Moonraker / 007 Aventura no Espaço de Lewis Gilbert; com Roger Moore, Lois Chiles, Michael Lonsdale, Richard Kiel, Corinne Clery, Bernard Lee, Lois Maxwell; canção “Moonraker” (Shirley Bassey)

12. 1983, Junho 6 – Octopussy / 007 Operação Tentáculode John Glen; com Roger Moore, Maud Adams, Louis Jordan, Kabir Bedi, Robert Brown, Lois Maxwell; canção “All Time High” (Rita Coolidge)

13. 1983, Dezembro 14 – Never Say Never Again / Nunca Mais Digas Nunca de Irvin Kershner; com Sean Connery, Klaus Maria Brandauer, Max Von Sydow, Barbara Carrera, Kim Basinger, Edward Fox, Pamela Salem; canções “Never Say Never Again” (Lani Hall) e “Une Chanson d’Amour” (Sophie Della)

14. 1985, Junho 12 – A View to a Kill / 007 Alvo em Movimentode John Glen; com Roger Moore, Christopher Walken, Tanya Roberts, Grace Jones, Patrick Macnee, Robert Brown, Lois Maxwell; canção “A View to a Kill” (Duran Duran)


15. 1987, Junho 27 – The Living Daylights / 007 Risco Imediatode John Glen; com Timothy Dalton, Maryam d’Abo,  Joe Don Baker, Art Malik, Robert BrownCaroline Bliss; canção “The Living Daylights” (A-Ha)

16. 1989, Junho 13 – Licence to Kill / 007 Licença para Matarde John Glen; com Timothy Dalton, Carey Lowell, Benicio Del Toro, Robert Brown, Caroline Bliss; canção “Licence to Kill” (Gladys Knight)


17. 1995, Novembro 21 – GoldenEye / 007 GoldenEyede Martin Campbell; com Pierce Brosnan, Sean Bean, Izabella Scorupco, Joe Don Baker, Judi Dench, Samantha Bond; canção “Goldeneye” (Tina Turner)

18. 1997, Dezembro 9 – Tomorrow Never Dies / 007 O Amanhã Nunca Morre de Roger Spottiswoode; com Pierce Brosnan, Jonathan Pryce, Michelle Yeoh, Teri Hatcher, Joe Don Baker, Judi Dench, Samantha Bond; canção “Tomorrow Never Dies” (Sheryl Crow)

19. 1999, Novembro 22 – The World Is Not Enough / 007 O Mundo Não Chega de Michael Apted; com Pierce Brosnan, Sophie Marceau, Robert Carlyle, Judi Dench, Samantha Bond; canção “The World Is Not Enough” (Garbage)

20. 2002, Novembro 18 – Die Another Day / 007 Morre Noutro Diade Lee Tamahori; com Pierce Brosnan, Halle Berry, John Cleese, Judi Dench, Samantha Bond; canção “Die Another Day” (Madonna)


21. 2006, Novembro 14 – Casino Royale / 007 Casino Royalede Martin Campbell; com Daniel Craig, Eva Green, Giancarlo Giannini, Judi Dench; canção “You Know My Name” (Chris Cornell)

22. 2008, Outubro 29 – Quantum of Solace / 007 Quantum of Solacede Marc Forster; com Daniel Craig, Olga Kurylenko, Giancarlo Giannini, Judi Dench; canção “Another Way to Die” (Jack White & Alicia Keys)

23. 2012, Outubro 23 – Skyfall / 007 Skyfallde Sam Mendes; com Daniel Craig, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Judi Dench, Albert Finney, Naomie Harris; canção “Skyfall” (Adele)

24. 2015, Outubro 26 – Spectre / 007 Spectrede Sam Mendes; com Daniel Craig, Christoph Waltz, Ralph Fiennes, Judi Dench, Léa Seydoux; Monica Belucci, Naomie Harris; canção “Writing’s On The Wall” (Sam Smith)