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quinta-feira, agosto 13, 2015

BIO-FILMO: OLIVER REED

Nascido em Wimbledon, London, a 13/2/1938
Falecido em La Valetta, Malta, a 2/5/1999
«My only regret is that I didn’t drink every pub dry
and sleep with every woman on the planet»

Sobrinho de Carol Reed, o conceituado director inglês, Oliver Reed foi um dos actores mais emblemáticos da sua geração, tendo participado em muitas dezenas de filmes ao longo da sua longa carreira, que atingiria o zénite nos finais dos anos 60, princípios dos anos 70. Nessa altura, Oliver Reed era a estrela europeia mais bem paga, fruto do reconhecimento do público em geral. Mulherengo, homem conflituoso por natureza (as brigas, sobretudo em pubs, eram o seu “desporto” favorito, para além do golfe e dos cavalos), desenvolveu uma enorme dependência pelo álcool, que o levaria a uma morte prematura, com apenas 61 anos. Aconteceu durante uma pausa nas filmagens de “Gladiator”: rezam as crónicas que Reed ingeriu num bar de La Valetta quantidades astronómicas de cerveja, rum, whisky e cognac, o que resultou num fulminante ataque de coração. Mesmo assim, ainda teve oportunidade de vencer no braço-de-ferro, cinco jovens marinheiros da Royal Navy. Quem não achou mesmo graça nenhuma, foi a produtora do filme, que se veria forçada a despender cerca de 2 milhões de dólares na reconstituição digital do rosto do actor, de modo a incluí-lo nas cenas que ainda faltavam rodar. De qualquer modo o filme é-lhe dedicado, tendo também recebido uma nomeação póstuma para o BAFTA de melhor actor secundário. Mas Reed tinha tomado as suas providências: a campa onde foi enterrado (no cemitério de Buttevent, em Churchtown, County Cork) na Irlanda, (onde passou os últimos 10 anos de vida), tinha sido previamente escolhida por ele, de modo a ter uma vista privilegiada do seu pub favorito.

No filme "Gladiator" (1999)

Depois de um primeiro emprego como segurança de um nightclub, em Soho, foi compulsivamente integrado ao serviço da Royal Army Medical Corps, aos 18 anos. No final dos anos 50 Oliver Reed começou a sua carreira no cinema, como figurante em filmes de importância reduzida, tendo também entrado em diversas séries televisivas. Foi o único actor inglês de nomeada que não frequentou qualquer curso de representação nem teve uma passagem pelos palcos de teatro. O seu interesse sempre esteve focado, exclusivamente, no mundo do cinema. No início da década de 60 começou a ficar conhecido pela sua presença assídua em filmes da Hammer, a produtora especializada em filmes de terror. “The Two Faces Of Dr. Jeckyll” (1960), “The Curse Of The Werewolf” (1961), “Captain Clegg” (1962), “The Pirates Of Blood River” (1962) ou “The Scarlet Blade” (1963), foram alguns desses filmes. A sua estreia como actor principal decorre em 1963 com o filme “Paranoiac”. Nesse mesmo ano foi suturado com 36 pontos numa ferida junto à boca, em resultado de mais uma briga num bar. A cicatriz ficaria para toda a vida. Numa primeira fase, Reed ainda pensou em dar outro rumo à vida, mas acabou por aceitar a sua nova fisionomia, a qual, aliás, se tornaria numa das “imagens de marca” do actor.


Também no início dos anos 60 manifestou-se o seu interesse pela pop music, tendo gravado inclusive alguns singles sem grande sucesso, apesar da sua bela voz: “Wild One”, “Lonely For A Girl” (1961), “Sometimes”, “Ecstasy”, “Baby It’s Cold Outside” e “Wild Thing” (1962), foram algumas dessas gravações. No cinema começaram a aparecer os filmes pelos quais viria a ficar famoso: “The Trap” (1966), “The Shuttered Room” (1967), “Oliver!” (1968), musical dirigido pelo tio, que viria a ter 11 nomeações para os Óscars de Hollywood (ganharia 6, incluindo os de melhores filme e realizador) “Women In Love” (1969), de Ken Russell, onde protagoniza uma luta de nu integral com Alan Bates que ficaria famosa, “The Hunting Party” (1971) ou “The Devils” (1971), também de Ken Russell. Neste último filme interpretou a personagem do padre Grandier, que referiu ter sido o melhor papel da sua carreira. Em 1975 voltaria a trabalhar com Ken Russell no musical “Tommy”, baseado na ópera-rock homónima do grupo The Who. Data desta altura a sua grande amizade com Keith Moon, o baterista da banda. Outros amigos próximos de Reed foram os actores Lee Marvin, Charlton Heston e Steve McQueen.

Com Keith Moon (1975)

Em 1969, quando Sean Connery abandonou a personagem de James Bond, os produtores Albert Broccoli e Harry Saltzman chegaram a equacionar Reed para substituir Connery. Mas, uma vez mais, o seu estigma de alcoólico deitou tudo a perder. Até ao final da década de 70, Oliver Reed conseguiu manter o seu grau de popularidade, graças ao exito de alguns filmes em que participou: “The Three Musketeers” (1973), “Burnt Offerings” (1976) ou “The Brood”, de David Cronenberg, foram alguns desses filmes. Mas a partir dos anos 80 o actor iniciaria uma descida sem retorno, começando a entrar em sub-produtos de baixa qualidade, os chamados exploitation movies, onde o sexo e a violência imperavam. Em 1979 publicaria a sua auto-biografia, intitulada “Reed All About Me”.
Com Diana Rigg (1967)

FILMOGRAFIA:

2000 – Orpheus & Eurydice
2000 – Gladiator / Gladiador (nomeação para o BAFTA de melhor actor secundário)
1998 – Parting Shots
1998 – The Incredible Adventures Of Marco Polo
1996 – The Bruce
1995 – Luise Knackt Den Jackpot
1995 – Russian Roulette - Moscow 95
1995 – Funny Bones / Comédia Louca
1992 – Severed Ties
1991 – The Pit And The Pendulum
1990 – The Revenger
1990 – Panama Sugar
1990 – Hired To Kill / O Regresso do Mercenário
Em "The Brood" (1979)

1989 – The Return Of The Musketeers / O Regreso dos Três Mosqueteiros
1989 – The House Of Usher / A Casa de Usher
1988 – Captive Rage
1988 – The Adventures Of Baron Munchausen / A Fantástica Aventura do Barão
1988 – Blind Justice / Ventos de Mudança
1988 – Skeleton Coast / Comando de Resgate
1988 – Rage To Kill / Coragem Para Matar
1987 – Dragonard
1987 – Master Of Dragonard Hill
1987 – Gor
1987 – The Misfit Brigade
1986 – Castaway / Inferno no Paraíso
1986 – Captive
1983 – Two of A Kind / Milagre de Amor
1983 – Spasms / Espasmos
1983 – Fanny Hill
1983 – Al-mas’ Ala Al-Kubra
1983 – The Sting II / A Golpada, Parte II
1981 – Venom / Perigo na Sombra
1981 – Condorman
1981 – Lion of the Desert / O Leão do Deserto
1980 – Dr. Heckyl and Mr. Hype
Em "The Devils" (1971)
1979 – A Touch of the Sun
1979 – The Brood / A Ninhada
1979 – The Class of Miss MacMichael / Os Demónios no Colégio
1978 – The Mad Trapper
1978 – The Big Sleep / O Sono Derradeiro
1978 – Tomorrow Never Comes / A Última Jogada
1977 – The Ransom
1977 – Crossed Swords / O Príncipe e Pobre
1976 – The Great Scout & Cathouse Thursday / Barafunda no Faroeste
1976 – The Sell Out / O Espião Sem Amanhã
1976 – Burnt Offerings / Férias Macabras
1975 – The New Spartans
1975 - Lisztomania
1975 – Royal Flash / O Herói das Arábias
1975 – Tommy
Em "Tommy" (1975)

1974 – Blue Blood
1974 – The Four Musketeers / Os Quatro Mosqueteiros: A Vingança de Milady
1974 – Ein Unbekannter Rechnet Ab
1973 – The Three Musketeers / Os Três Mosqueteiros: Os Diamantes da Rainha
1973 – Revolver
1973 – Fury
1973 – Mordi e Fuggi / Fim-de-semana Ilegítimo
1972 – The Triple Echo / O Triplo Eco
1972 – Z.P.G. / O Direito de Viver
1972 – Sitting Target / A Mulher Marcada
1971 – The Hunting Party / Caçada Implacável
1971 – The Devils / Os Diabos
1970 – Take A Girl Like You
1970 – The Lady in the Car with Glasses and a Gun / Uma Senhora num Automóvel com Óculos e uma Espingarda
Com Alan Bates em "Women In Love" (1969)

1969 – Women In Love / Mulheres Apaixonadas
1969 – Hannibal Brooks / A Grande Aventura de Hannibal
1969 – The Assassination Bureau / Adoráveis Conspiradores
1968 – Oliver!
1967 – I’ll Never Forget What’s Isname / O Falhado
1967 – The Shuttered Room / O Quarto Interdito
1967 – The Jokers / Quem Roubou a Coroa?
1966 – The Trap / A Armadilha
1965 – The Brigand of Kandahar / O Herói Renegado
1964 – The System
1963 – The Scarlet Blade
1963 – The Damned
1963 – Paranoiac / O Louco
1962 – Captain Clegg / Taberna Maldita
1962 – The Pirates of Blood River / Os Piratas do Rio Sangrento
1961 – The Curse of  the Werewolf / A Maldição do Lobisomem
1961 – The Rebel
1961 – His and Hers
1960 – Beat Girl
1960 – The Angry Silence
Em "The Damned" (1963)



Cemitério de Buttevent, Churchtown, County Cork, Ireland

terça-feira, agosto 11, 2015

BURNT OFFERINGS (1976)

FÉRIAS MACABRAS
Um filme de DAN CURTIS



Com Oliver Reed, Karen Black, Bette Davis, Burgess Meredith, Eileen Eckart, Lee Montgomery, etc.

EUA-ITÁLIA / 116 min / COR / 
16X9 (1.85:1)

Estreia nos EUA: 25/8/1976
Estreia em PORTUGAL: 7/8/1979


Roz Allardyce: «The house takes care of itself»

«In the great tradition of classic haunted house chillers, Dan Curtis’ “Burnt Offerings” transforms Robert Marasco’s Gothic novel into the kind of movie that does for summer houses what “Jaws” did for a dip in the surf… Curtis times the audience’s immersions into the ice bath of terror with skill» (New York Times)


A originalidade do título deste clássico de terror dos anos 70 prolonga-se pelo próprio filme. Com efeito, apesar de assentar no estafado género da casa assombrada, “Burnt Offerings” é um filme pouco vulgar, muito bem filmado e interpretado (Oliver Reed, Karen Black e a sexagenária Bette Davis - com 68 anos nessa altura - têm um contributo essencial para o interesse que o filme desperta no público) e que, além do mais, influenciou um grande número de obras vindouras. Dirigido sóbria e eficazmente por Dan Curtis (um director oriundo da televisão, onde rodou a célebre série “Dark Shadows”, 1225 episódios (!) entre 1966 e 1971) e baseado no livro homónimo de Robert Marasco, publicado em 1973, “Burnt Offerings” recusa grande parte dos clichés do género, bem como o recurso à violência gráfica (tirando uma cena já na parte final do filme), tão comum neste tipo de obras. Pelo contrário, aposta no “terror psicológico”, conseguindo uma tensão e um suspense sempre em crescendo, até ao epílogo final.


Ben Rolf (Oliver Reed) e a sua mulher, Marian (Karen Black) decidem passar os meses de Verão numa magnífica mansão, situada no sossego do campo. A renda a pagar é uma boa surpresa para o casal – 900 dólares para todo o período de férias – uma pechincha difícil de recusar, apesar dos proprietários (dois irmãos algo sinistros) imporem uma estranha condição: a de partilharem a casa com a inválida mãe de 85 anos, que se encontra enferma e confinada ao seu quarto, situado no sótão. Mas tudo o que será preciso fazer é levar-lhe uma bandeja com comida três vezes ao dia. A bandeja deverá ser deixada do lado de fora do quarto, para não perturbar a velha senhora, que passa a maior parte do tempo a dormir. Nada portanto que apoquente Ben e Marian (esta última ficará com tal incumbência) e o casal, após uma rápida ponderação, decide mesmo alugar a casa para as férias. Quando regressam, em definitivo, a 1 de Julho, acompanhados do filho David (Lee Montgomery) e da tia de Ben, Elizabeth (Bette Davis), os irmãos, Roz e Arnold Allardyce (Eileen Eckart e Burgess Meredith) já não se encontram presentes, tendo deixado tão sómente um bilhete de boas vindas.


Pouco a pouco, os novos locatários vão começando a sentir perturbações estranhas, que os vão influenciando nos respectivos comportamentos. Ben começa a ter pesadelos com a morte da mãe, chegando a descontrolar-se enquanto toma banho na piscina com o filho (as iniciais brincadeiras entre pai e filho quase que atingem proporções trágicas); Marian desinteressa-se do sexo com o marido, começando a sentir uma atracção hipnótica, cada vez mais intensa, pela reclusa do sótão (que nunca se vê); a tia Elizabeth experimenta um estranho cansaço, que em pouco tempo a levará à cama e posteriormente à morte (cena forte e inesquecível, protagonizada por Bette Davis). Entretanto a mansão parece rejuvenescer, renovando-se quer nos seus materiais (as telhas do telhado), quer no espaço exterior (piscina e bosque), quer mesmo nas flores depositadas na estufa, cada vez mais frescas e resplandescentes. Ou seja, parece estarmos em presença de um “vampiro” que suga a energia dos seus hóspedes para se revitalizar...


Não vou aqui revelar o epílogo, se bem que o mesmo possa ser antecipado algum tempo antes, durante o visionamento. Mas, enredo à parte, com mais ou menos twist, o importante aqui destacar é a qualidade intrínseca de “Burnt Offerings”, que ganhou o prestigiado prémio Saturn Award, onde bateu um filme tão excelente como “Carrie”, de Brian DePalma. Arrecadaria também outros prémios, na Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nos EUA (melhor filme, director e actriz secundária, Bette Davis) e no Festival de Stiges (director, actriz principal, Karen Black, e actor secundário, Burgess Meredith). Também Stephen King, o incontestado mestre de obras de terror, considera este filme como um dos seus favoritos de sempre, admitindo que o mesmo teve o condão de o inspirar na escrita de diversas obras. Por tudo isto, e pelo mais que acima se escreveu, "Burnt Offerings" é um daqueles filmes de culto, que se recomenda sem hesitação aos aficcionados do terror e do suspense e mesmo ao público em geral.


POSTERS:
CURIOSIDADES:

- Quer o realizador, Dan Curtis (1927-2006) quer os intérpretes do filme, já faleceram todos: Bette Davis (1908-1989), Burgess Meredith (1907-1997), Oliver Reed (1938-1999), Eileen Heckart (1919-2001) e Karen Black (1939-2013). Execeptua-se o jovem actor Lee Montgomery, que fará 54 anos no próximo mês de Novembro.

- Dan Curtis leu a novela de Robert Marasco dois anos antes de lhe ter sido dada a oportunidade de o passar para o cinema, e não gostou nada, quer do princípio quer do fim do livro. Por isso, quando a ocasião chegou, suprimiu toda a sequência inicial (passada em Nova Iorque, onde Ben e Marian decidem procurar uma casa para o Verão) e alterou completamente o final (desconheço o original, uma vez que nunca li o livro).


- A mansão do filme foi usada mais tarde no filme “Phantasm” (1979)

- Os pesadelos / aparições que Ben testemunha durante várias vezes ao longo do filme sobre a morte da mãe (pontuada pela presença sinistra do condutor do carro funerário) são baseados numa experiência traumática da infância de Dan Curtis.

- O filme foi inteiramente rodado em 30 dias, no Verão de 1975, em cenários naturais.

- Karen Black estava grávida de 4 meses durante as filmagens, o que se chega a notar em algumas cenas, apesar do cuidado posto no guarda-roupa para dissimular tal facto.

domingo, agosto 09, 2015

THE HUNTING PARTY (1971)

CAÇADA IMPLACÁVEL
Um filme de DON MEDFORD


Com Oliver Reed, Candice Bergen, Gene Hackman, Simon Okland, Ronald Howard, Mitchell Ryan, etc.

US-UK / 111 min / COR / 
16X9 (1.85:1)

Estreia nos EUA: New York, 16/7/1971
Estreia em MOÇAMBIQUE: LM (Teatro Gil Vicente), 26/12/1971

Melissa: «Why do you want to learn how to read?»
Frank: «Because I can't»

Este filme tinha-me deixado boas recordações, desde que o vi em Lourenço Marques (onde correu com o título de "Caçada Selvagem"), em finais de Dezembro de 1971. Agora, 4 décadas passadas, voltei a revê-lo, e confirmei as razões pelas quais guardava tão boas memórias. Trata-se de um western sui generis, onde se subvertem os valores tradicionais deste tipo de filmes. Brandt Ruger (Gene Hackman) é um rancheiro putanheiro e cruel, cuja mulher é raptada por um fora-da-lei, Frank Calder (Oliver Reed). A razão não é obter qualquer tipo de resgate, mas, curiosamente, o desejo de Frank em aprender a ler: Melissa (Candice Bergen) é confundida com a professora da escola local, onde se encontra de visita. Violada por Frank, recusa-se a colaborar no principal objectivo do seu captor (aprender o abecedário), o qual a força a um jejum prolongado, de modo a conseguir obter os seus fins. Esta situação conduz a uma cena hilariante (a da lata dos pêssegos), em que por fim Melissa se verga às intenções de Frank.


Habituada a servir da pior maneira o seu cruel e odioso marido (que não nutre por ela qualquer sentimento, considerando-a tão sómente sua propriedade exclusiva), Melissa vai pouco a pouco desenvolvendo uma correspondida afeição por Frank, a qual, obviamente, está desde logo condenada ao desenlace trágico. Brandt e os seus pares iniciam uma perseguição feroz ao bando, que aos poucos vão dizimando, mercê da posse de carabinas último modelo, cujo alcance é bastante superior às armas vulgares da época. A obsessão toma cada vez mais conta de Brandt, que levará a "caçada" até às últimas consequências.



Depois de "Soldier Blue" (1970), Candice Bergen volta a interpretar um western, que, tal como o precedente, iria ser recordado essencialmente pela sua violência e brutalidade. A cena inicial - em que uma vaca é degolada - seria retirada inclusivé das cópias estreadas em Inglaterra. "The Hunting Party" é o primeiro dos três filmes que Candice rodaria com Gene Hackman (os outros dois foram "Bite The Bullet / Desafio à Coragem", em 1975; e "The Domino Principle / Atentado ao Presidente", em 1977). Dele diria a actriz, que foi quem mais a ajudou na arte de representar.


Grande parte dos críticos da época acusou "The Hunting Party" de se basear no pior de "The Wild Bunch / A Quadrilha Selvagem", que Sam Peckinpah tinha rodado dois anos antes. Não partilho dessa opinião, apesar de reconhecer que os dois filmes têm alguns pontos em comum, nomeadamente na apresentação de alguma violência gratuita e alguns efeitos em slow-motion. Mas Don Medford (um director que rodou essencialmente filmes para televisão durante toda a sua carreira - faleceu em 2012 com 95 anos -, tendo aqui a sua segunda e última incursão no cinema), consegue um filme tenso e desenvolto, cuja visão, ainda hoje, é bastante gratificante (pode ser descarregado aqui).