sexta-feira, fevereiro 11, 2011

SALAS DE CINEMA - MANUEL RODRIGUES

1954
Se existe uma sala de cinema cuja história faz parte intrínseca da minha vida, essa sala só poderá ser o Teatro Manuel Rodrigues de Lourenço Marques. Porque nasceu para o público a 5 de Maio de 1948, cinco anos antes de eu próprio ter aparecido por este mundo na Casa de Saúde da Maxaquene, cujo edifício se localiza imediatamente a seguir ao daquela sala de espectáculos. O que me leva a conjecturar que, muito provavelmente, foi das primeiras coisas que vi logo que tive capacidade para abrir os olhos. Está portanto explicada a razão pela qual me senti atraído pelo cinema desde que nasci...

1960
Construído na Av. 24 de Julho, sensivelmente a meio do quarteirão situado entre a Av. Manuel de Arriaga e a Av. Anchieta, o Teatro Manuel Rodrigues foi uma obra levada a cabo por dois irmãos, o César e o Manuel, em homenagem ao pai, Manuel Augusto Rodrigues, falecido a 10 de Março de 1944, com 74 anos. Natural de Bragança, tinha 27 anos quando em 1897 chegou a Lourenço Marques em busca de uma vida melhor. Começou por se empregar no comércio, mas não levou muito tempo até trabalhar por conta própria. O sonho empurrava-o para grandes projectos e nos seus horizontes perfilavam-se o cinema e o teatro como os objectivos a atingir. Em 1907 inaugurou o primeiro cinema da capital moçambicana, o Salão Edison, que posteriormente, a 8 de Setembro de 1913, daria lugar ao Teatro Gil Vicente. E nem a sua destruição por um incêndio, nos princípios de 1932, conseguiria abalar a vontade férrea do transmontano, que passado apenas um ano e meio, a 8 de Agosto de 1933, estava a inaugurar nova sala, com o mesmo nome, mas noutro local - a Av. D. Luís – onde se manteve até aos dias de hoje.


Foi portanto inteiramente justa a homenagem que os filhos fizeram à sua memória quando criaram o Teatro Manuel Rodrigues e, já nos anos 60, o cinema Infante na Av. Pinheiro Chagas. Concebido com fascinante modernidade para a época, o Teatro Manuel Rodrigues tornou-se rapidamente na melhor sala de espectáculos da capital moçambicana. Além de ser a maior de todas (com capacidade para 1500 espectadores, distribuídos por uma plateia e balcão contíguos) a sala ficou famosa pela sua programação, uma vez que era nela que se estreavam os melhores filmes que as sucessivas décadas foram levando ao conhecimento dos espectadores laurentinos. Não me lembro já qual o primeiro filme que lá me levou, mas tinha 10 anos quando vi o “Tômbola”, com a Marisol, nos finais de Fevereiro de 1964. A actriz espanhola, então com 16 anos acabados de fazer (curiosamente a mesma idade do Teatro Manuel Rodrigues), deslocou-se a Lourenço Marques para apresentar o filme (tenho ainda o postal por ela autografado), tendo estado presente na estreia.

Ao longo dos anos contam-se por muitas dezenas os filmes que me conseguiram encantar naquela magnífica sala. Recordo, por exemplo, “Summer Holiday”, “A Hard Day’s Night”, “A Man For All Seasons”, “Vivre Pour Vivre”, “Rosemary’s Baby”, “Love Story”, “La Dolce Vita”, “The Servant”, “Fiddler on the Roof”, “The Last Picture Show”, “The Godfather”, “Friends”, “The Man From Mancha”, “L’Aventure C’est L’Aventure”, “Jesus Christ Superstar”


Outra das particularidades do Teatro Manuel Rodrigues era o facto de ser a única sala equipada com um écran onde podiam passar os filmes rodados em 70 mm (e com um som de 6 bandas estereofónicas), formato que nas décadas de 60 e 70 me permitiu ver em écran gigante obras como “Grand Prix”, “Is Paris Burning?”, “The Dirty Dozen”, “2001: A Space Odyssey”, “Gone With The Wind”, “The Lion in Winter”, “West Side Story” ou “Goodbye Mr. Chips”.


Disse acima que não me lembro do primeiro filme que vi no Teatro Manuel Rodrigues e é verdade, pois teria os meus 5 ou 6 anos. Mas forçosamente sei qual foi o último: “Lady Caroline Lamb”, uma fita sem grande interesse com a Sarah Miles. Foi numa matiné de domingo, no dia 24 de Novembro de 1974. Algum tempo depois era chegada a hora de fazer as malas e rumar em definitivo a Portugal Continental. Também já depois do 25 de Abril de 74, mas nos princípios de Setembro, lembro-me ainda do grande acontecimento que foi a estreia do proibidissimo “Último Tango em Paris”. Foram semanas sucessivas de lotações esgotadas, com filas de milhares de pessoas a darem a volta à esquina com a Av. Manuel de Arriaga e a prolongarem-se por muitas centenas de metros em direcção à Av. Pinheiro Chagas – uma autêntica loucura.

MADALENA IGLÉSIAS E O CONJUNTO RENATO SILVA
1965
Loucura foi também o que se viveu no Teatro Manuel Rodrigues quando o Conjunto Académico João Paulo se deslocou pela primeira vez a Moçambique, tendo iniciado uma digressão – chamada “Show 70” – na capital, em Outubro de 1969. Também guardo ainda o postal assinado por todos os membros do grupo no fim do espectáculo. Muitos outros nomes da música, do teatro e do ballet passaram por aquele teatro: Amália Rodrigues, Duo Ouro Negro, conjuntos moçambicanos como os Corsários ou Renato Silva, Madalena Iglésias, Companhia de Vasco Morgado, o Ballet “Pact” da África do Sul ou a Escola de Lubélia Stichini, a que pertencia a que é hoje minha mulher e que aos 6 anos pisava pela primeira vez um palco.

LUBÉLIA STICHINI e ISABEL FERNANDES - 1965

Anexo ao teatro funcionava o Café Manuel Rodrigues, famoso por ser o primeiro café em Moçambique a ter uma máquina de tirar bicas “cimbalino”, as quais faziam parte do ritual de uma ida ao cinema. Tanto quanto sei ambos os locais se mantêm ainda activos. Em Dezembro de 1991, quando voltei de férias à minha cidade, tive forçosamente de voltar ao Teatro Manuel Rodrigues, então já chamado Cine-África. Aconteceu numa tarde solarenta, a uma hora em que não havia sessão e por isso as portas estavam fechadas. Mas a simpatia dos moçambicanos continuava  a mesma de sempre – logo que o funcionário que por lá se encontrava se apercebeu do motivo da minha visita, abriu-me as portas da sala e, pela primeira vez na vida, tive todo aquele espaço só para mim. Sentei-me na última fila do balcão, nos lugares que costumavam ser cativos dos meus pais sempre que um filme se estreava no Teatro Manuel Rodrigues. E filmei, em lenta panorâmica, todo o interior da sala, enquanto mil recordações me assaltavam o espírito. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida.

1991

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

HIGH FIDELITY (2000)

ALTA FIDELIDADE
Um filme de STEPHEN FREARS


Com John Cusack, Iben Hjejle, Todd Louiso, Jack Black, Lisa Bonet, Catherine Zeta-Jones, Joan Cusack, Tim Robbins

EUA-GB / 113 min / COR / 
16X9 (1.85:1)

Estreia nos EUA a 17/3/2000, 
no Festival South by Southwest
Estreia em Portugal a 5/5/2000



Laura: «Listen, Rob, would you have sex with me? Because I want to feel something else than this. It either that, or I go home and put my hand in the fire. Unless you want to stub cigarettes out on my arm»
Rob: «No. I only have a few left, I've been saving them for later»
Laura: «Right. It'll have to be sex, then»
Rob: «Right. 
Right»

No que concerne os romances amorosos, as mulheres vão ter uma ideia muito mais precisa do que se passa na cabeça dos homens depois de verem "High Fidelity". Recorrendo a flashbacks, muita música e humor, Stephen Frears oferece-nos, através de John Cusack e baseando-se no romance de Nick Hornby, uma radiografia bastante precisa do cérebro masculino. Rob Gordon (Cusack) só professa uma religião: os discos de vinil. Além de ter uma colecção de milhares em casa, é dono de uma loja dedicada unicamente ao primitivo suporte sonoro, "Champions Ip Vinyl". Com Dick (Todd Louiso) e Barry (Jack Black), dois empregados não menos indefectíveis do vinil que ele, dedica-se a elaborar rankings tão díspares como "as cinco melhores canções sobre a morte" ou "as cinco melhores canções para fazer amor". Top Fives ou outros mais extensos, é bem conhecida a paranóia dos amantes da música na elaboração de listas de todo o género e feitio. Mas Rob tem ainda outra lista adicional: a das mulheres que foram passando pela sua vida e que, mais tarde ou mais cedo, lhe partiram o coração. E acabadinha de entrar para o Top 5 está Laura (Iben Hjejle), a sua última (des)ventura amorosa.

«Passei horas a alinhar a cassete. Para mim, gravar uma cassete é como escrever uma carta – tenho de apagar muito, repensar e começar outra vez de início, e eu queria que a cassete ficasse boa, porque… para falar verdade, nunca tinha conhecido nenhuma mulher tão promissora como a Laura desde que tinha começado a pôr música, e conhecer mulheres promissoras era parte da profissão».

"High Fidelity" é um filme que consegue construir um discurso dramático, inteligente, espirituoso e divertido sobre uma coisa tão ligeira e perecível como a música pop. É um filme tão bom, que até é bem capaz de ser melhor do que o livro. Recomenda-se a todos aqueles que falam, ou numa certa altura das suas vidas falaram o verdadeiro esperanto: a música pop, uma linguagem indissociável dos assuntos do coração. Um filme para todos aqueles que pelo menos uma vez se perguntaram se ouviam música pop porque estavam infelizes, ou se estavam infelizes por ouvir música pop a mais; para todos os que já se julgaram membros de um clube exclusivo porque se sentiram senhores de um conhecimento exaustivamente enciclopédico, e dos gostos definitivos, sobre música pop, e os esgrimiram ferozmente com outros como eles.

Ainda e também para os felizes nas escolhas musicais mas infelizes nas sentimentais; para todos cujas existências foram ou são obsessivamente tuteladas pelos valores da música pop; para todos os que alguma vez pensaram em dormir com uma cantora pop bonita e em ascensão; para os muitos que compram LPs e singles pela Internet e suspiram por um dia os poder voltar a adquirir numa loja recheada de vinil; para todos os que detestam visceralmente “I Just Called to Say I Love You”, do Stevie Wonder; para todos os que querem ver um filme cheio de actores em uníssono mais afinado do que os Beach Boys, e que não se escora com preguiça nem oportunismo comercial numa banda sonora contagiosa.

A rodagem de "High Fidelity" começou com acesa polémica, logo que se decidiu que a acção seria transferida de Londres (onde decorre o romance original) para Chicago. «Chamámos Nick e ele deu-nos a sua benção para a mudança», explica John Cusack, também co-argumentista e co-produtor do filme: «os acontecimentos mais interessantes do livro não têm nada a ver com o lugar onde eles decorrem». Não foi isso que pensaram muitos fãs do romance de Hornby, que reagiram negativamente ante a trasladação transoceânica do negócio de discos de Rob.

Um dos motivos de interesse de "High Fidelity" é a quantidade de actores secundários que dão o seu contributo: Lisa Bonet, Catherine Zeta-Jones, Tim Robbins, Lily Taylor e Joan Cusack (que aparece aqui pela oitava vez ao lado do mano John), além de uma outra participação muito especial, o rocker Bruce Springsteen, que representa o seu próprio papel (era para ter sido Bob Dylan a entrar no filme, mas na altura não estava disponível).

Face ao aparecimento e implantação do iTunes, “High Fidelity” é cada vez mais um documento histórico, um tributo àqueles lugares mágicos onde se passavam muitas e muitas horas à procura de raridades em vinil. Não me refiro obviamente às grandes lojas de superfície, tipo Tower Records ou Virgin Megastores, mas sim àquelas mais antigas, pequenas e muitas vezes obscuras lojas de bairro (em Londres havia tantas...) que faziam as delícias dos coleccionadores e das suas obsessões particulares. “High Fidelity” é uma genuína carta de amor à memória dessas lojas e à dos seus usuários, onde eu próprio me incluía. Infelizmente é algo que definitivamente pertence ao passado, e as novas gerações nunca terão uma noção, por pequena que seja, de todo o prazer que se conseguia usufruir numa só visita a qualquer dessas lojas míticas.

A propósito, gostaria de relembrar aqui algumas dessas lojas da minha juventude onde passava dias inteiros a ouvir as últimas novidades e a gastar tudo aquilo que levava nos bolsos: a Bayly (na Av. Manuel de Arriaga) e a Poliarte (nas arcadas do prédio Nauticus), em Lourenço Marques; a Look & Listen em Johannesburg (ficava na Eloff Street, numa cave) e, já cá em Lisboa, a Roma e aquele trio obrigatório da Rua do Carmo: Melodia, Carmo e Valentim de Carvalho.

«É difícil fazer uma boa cassete de compilação, tal como é difícil acabar uma relação. É preciso abrir com uma música surpreendente, para captar a atenção (comecei com “Got To Get You Off My Mind”, mas a seguir percebi que ela podia não passar da primeira faixa do lado A se eu desse logo tudo, por isso encaixei-a a meio do lado B), e depois sem se pôr uma mais enérgica ou mais calma, e não se pode misturar música branca com música negra, a menos que a música branca seja parecida com música negra, e não se pode pôr duas faixas do mesmo artista ao lado uma da outra, a menos que se tenha posto todas aos pares, e… oh, há imensas regras. Seja como for, fartei-me de trabalhar, e ainda tenho meia dúzia de “demos” antigas espalhadas pela casa, cassetes-protótipo em relação às quais fui mudando de ideias. E na sexta-feira à noite, tirei-a do bolso do blusão quando ela veio ter comigo, e seguimos caminho a partir dai. Foi um bom início».

Por norma, a banda sonora é um complemento natural de qualquer filme. Neste caso, e dado que o universo por onde deambulam os personagens de “High Fidelity” tem como astro central uma loja de discos, essa (magnífica) banda sonora é indissociável do mesmo, tendo mesmo uma importância fulcral, visto ser através da música que Rob comunica com o mundo à sua volta. Por isso se aconselha vivamente e sem reservas o CD disponibilizado neste blogue.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

CINEARTE - MOVIE STARS (EXPOSIÇÃO 5)

GENE KELLY e LESLIE CARON em "AN AMERICAN IN PARIS"
DEMI MOORE
DORIS DAY - LIFE, ABRIL 1952
ALFRED HITCHCOCK em "THE BIRDS"
INGRID BERGMAN
ELIZABETH TAYLOR
JAMES DEAN
DOROTHY PROVINE
CHARLIZE THERON
DUSTIN HOFFMAN em "PAPILLON"
SUZANNE PLESHETTE
GINA LOLLOBRIGIDA
ELVIS PRESLEY
AUDREY HEPBURN em "BREAKFAST AT TIFFANY'S"
NATALIE PORTMAN
CHARLES CHAPLIN em "LIMELIGHT"
JANE FONDA em "KLUTE"
CHRISTOPHER REEVE em "SUPERMAN"
STANLEY KUBRICK
MARILYN MONROE

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

GHOST (1990)

GHOST - O ESPÍRITO DO AMOR
Um filme de JERRY ZUCKER


Com Patrick Swayze, Demi Moore, Tony Goldwyn, Whoopi Goldberg, Vincent Schiavelli, etc.

EUA / 127 min / COR / 
16X9 (1.85:1)

Estreia nos EUA a 13/7/1990
Estreia em Portugal a 9/11/1990


Molly Jensen: «I love you»
Sam Wheat: "Ditto»

“Ghost” é, na sua essência, um melodrama que consegue ultrapassar o anedótico conceito do Bem e do Mal, e as respectivas retribuições no afterdeath – luz celestial para o primeiro, demónios da escuridão para o segundo. Ressalvando esta redundante dicotomia, o filme até que é agradável de se ver. Muito por causa das expressões de Demi Moore (nunca a actriz esteve assim tão fragilizada, diria mesmo, sedutoramente frágil) e da ideia de que um grande amor sobrevive para além da morte, mas sobretudo por causa da feliz ideia que foi a repescagem da canção de Hy Zaret e Alex North (“Unchained Melody”) de 25 anos antes, quando a versão dos Everly Brothers a celebrizou em todo o mundo (ver post sobre este assunto também aqui neste blogue). A melodia tem tonalidades muito cinemáticas, e não será por acaso que as duas melhores sequências do filme a têm como suporte musical – sobretudo a cena da moldagem do barro, que permanecerá sem dúvida como uma das maiores referências do erotismo no cinema.


Outra das razões do sucesso de “Ghost” será porventura o argumento de Bruce Joel Rubin – premiado com o Oscar da Academia – no qual se destaca um equilíbrio bem oleado entre as ferramentas do romance,  do thriller e do divertimento. Não nos esqueçamos que o realizador, Jerry Zucker, é um especialista em comédias, tendo-nos dado títulos como os hilariantes “Airplane” (1980) e “Top Secret” (1984) ou destacando-se também como produtor na trilogia “Naked Gun” (1988/91/94) e no filme “My Best Friend’s Wedding” (1997); em “Ghost” podemos assistir a uma representação bem humorada de Whoopi Goldberg (actriz aconselhada por Patrick Swayze para o papel de Oda Mae Brown), que lhe valeria também o Oscar, o BAFTA e o Globo de Ouro para a melhor Actriz Secundária.


Vinte anos após a sua estreia, e apesar de todas as suas imperfeições (de referir, em particular, o actor medíocre que Patrick Swayze sempre foi), “Ghost” continua a ser um filme bastante popular, nomeadamente pelas razões acima apontadas. Não o considero merecedor da nomeação que conseguiu para o Oscar de Melhor Filme (sobretudo quando comparado com outros títulos de 1990) que a Academia por uma vez teve razão em não lhe atribuir (o vencedor seria “Dances With Wolves”, de Kevin Costner, e o grande derrotado “Goodfellas”, de Martin Scorsese, já para não falar da terceira parte da saga do “Godfather”), mas é sem dúvida um bom entretenimento, que se aconselha sobretudo a todos os românticos do cinema.


CURIOSIDADES:

- Quando o filme se estreou em Monterrey, no México, todas as salas ofereciam lenços às espectadoras com a indicação “solo para mujeres” (como se um homem não pudesse chorar também)

- Sondra Rubin. a mãe do argumentista Bruce Joel Rubin, é a freira mais velha que cambaleia ao ver a quantia de 4 milhões de dólares escrita no cheque que lhe é dado por Oda Mae Brown. Também a mãe do realizador, Charlotte Zucker, tem uma curta aparição no filme – é a mulher do banco que recebe o pedido de Mae Brown para a abertura de uma nova conta bancária

- O terrível som feito pelos demónios da escuridão (ou do “inferno”) foi conseguido diminuindo drasticamente a velocidade de um registo de choros de bébés


- As actrizes Molly Ringwald e Nicole Kidman chegaram a fazer audições para o papel de Molly, enquanto que Meg Ryan o recusou. Uma das razões que levou depois à contratação de Demi Moore, foi o facto da actriz conseguir chorar facilmente de ambos os olhos

- Tom Hanks, Tom Cruise, Kevin Bacon, Al Pacino, Bruce Willis (na altura casado com Demi Moore), Harrison Ford, Nicolas Cage, Mickey Rourke, Johnny Depp e Alec Baldwin foram alguns dos muitos actores que recusaram o papel de Sam Wheat

- Vincent Schiavelli, o actor que desempenha o papel do fantasma do metropolitano, morreu de cancro do pulmão em 2005. Patrick Swayze morreu quatro anos depois, em 2009, também de cancro, mas do pâncreas. Ambos os actores tinham 57 anos.

- Para além de ter ganho 2 Oscars (Argumento e Actriz Secundária), “Ghost” teve ainda mais três nomeações nas categorias de Filme, Montagem e Música Original (Maurice Jarre)