sábado, setembro 18, 2010
A STREETCAR NAMED DESIRE (1951)
Um filme de ELIA KAZAN
Com Vivien Leigh, Marlon Brando, Kim Hunter, Karl Malden
EUA / 125 min / PB / 4X3 (1.37:1)
Estreia nos EUA a 18/9/1951 (Los Angeles)
Estreia em Portugal a 14/11/1952
Stanley Kowalski: “Stella!!! Hey Stella!!!”
Depois de dois anos em exibição na Broadway, a peça de Tennessee Williams “A Streetcar Named Desire” é adaptada ao cinema pelo mesmo director que a encenara em palco, Elia Kazan. Relutante ao princípio, por achar que nada de novo poderia acrescentar ao grande êxito que a peça tivera no teatro, Kazan deixar-se-ia contudo convencer pelo próprio dramaturgo. Todo o elenco principal transitou para a versão em cinema, com excepção de Jessica Tandy, a actriz que tão bem tinha desempenhado o papel principal de Blanche Dubois. A razão teve a ver com a necessidade de se ter uma grande estrela no elenco, de modo a garantir o sucesso no box-office. A escolha recaíu na actriz inglesa Vivien Leigh (a Scarlet O’Hara de “Gone With The Wind”) que seis meses antes desempenhara o mesmo papel nos palcos londrinos, numa encenação do seu marido, o conhecido actor Laurence Olivier.
A peça tinha sido escrita por Williams com o personagem de Blanche sempre no meio das atenções, mas cedo todos se começaram a aperceber da força com que a figura de Stanley Kowalski se começava a destacar. Era o nascimento, ainda em palco, de um dos maiores actores que o mundo já conheceu: Marlon Brando. Saído directamente do Actor´s Studio, onde tinha sido aluno do próprio Kazan, Brando detestava curiosamente o personagem que o levaria a tornar-se uma super estrela: «O homem tem um ego enorme, está sempre seguro de si, não tem medo de nada e age com uma agressividade brutal. Tenho medo deste tipo de pessoa, odeio-a.» Mas a verdade é que o magnetismo animal de Marlon Brando ofuscou a beleza frágil e decadente de Vivien Leigh. O naturalismo do actor, aliado à sua sexualidade telúrica construíram um Stanley Kowalski impossível de superar por todos quantos posteriormente se aventuraram no papel.
No entanto e um tanto surpreendentemente, Brando não viria a ganhar o Oscar para o qual foi nomeado pela primeira vez com este filme, tendo sido ultrapassado na corrida por Humphrey Bogart pelo seu desempenho em “The African Queen”. Em contrapartida todos os outros actores foram contemplados com a estatueta dourada: Vivien Leigh como Actriz Principal, Karl Malden e Kim Hunter como Actores Secundários. O filme ganharia ainda o Oscar para a melhor direcção artística e cenários em preto e branco.
“A Streetcar Named Desire” não representa todavia o melhor cinema de Kazan. Trata-se apenas de teatro filmado, sem conter ainda uma linguagem cinematográfica própria. Seria o filme-charneira do realizador que a partir daqui deixaria os mecanismos teatrais para se aventurar, com grande sucesso, em terrenos mais criativos. “Viva Zapata”, também com Brando, seria o seu projecto seguinte mas somente a partir de meados dos anos 50 é que toda a sua arte fílmica se viria a destacar em grandes obras do cinema: “On the Waterfront”, “East of Eden”, “Splendor in the Grass”, só para citar três das mais importantes.
Em 1951 vivia-se na América uma época politicamente nefasta, com as perseguições no meio artístico pelo Comité Contra Actividades Anti-Americanas, que curiosamente envolveram de maneira oposta dois dos intervenientes deste filme. Enquanto que Kazan se tornava apoiante e delator, a actriz Kim Hunter iria parar à “lista negra” apenas por ser uma conhecida activista dos direitos civis.
A sombra da censura abateu-se de igual modo sobre “A Streetcar Named Desire”, tendo sido remontadas diversas cenas de modo a esbater a carga sexual das mesmas. Por exemplo, o carácter homossexual do antigo marido de Blanche foi completamente camuflado em novos diálogos e toda a sequência da descida das escadas por Stella alterada por cortes de diversos planos e mesmo por mudança da música de fundo. Felizmente que essa lenta e sensual sequência (a única verdadeiramente cinemática de todo o filme e por isso mesmo inesquecível) foi restaurada no princípio dos anos 90 e passou a fazer parte integral de todas as cópias do filme.
A sombra da censura abateu-se de igual modo sobre “A Streetcar Named Desire”, tendo sido remontadas diversas cenas de modo a esbater a carga sexual das mesmas. Por exemplo, o carácter homossexual do antigo marido de Blanche foi completamente camuflado em novos diálogos e toda a sequência da descida das escadas por Stella alterada por cortes de diversos planos e mesmo por mudança da música de fundo. Felizmente que essa lenta e sensual sequência (a única verdadeiramente cinemática de todo o filme e por isso mesmo inesquecível) foi restaurada no princípio dos anos 90 e passou a fazer parte integral de todas as cópias do filme.
CURIOSIDADES:
- Olivia de Havilland recusou o papel de Blanche e John Garfield o de Kowalski
- Foram nove os actores que transitaram da versão da Broadway para o filme, algo pouco comum na época.
- Classificado em 2007 pelo American Film Institute no 47º lugar da lista dos melhores filmes de sempre
- Apesar de uma certa desconfiança mútua inicial, Marlon Brando e Vivien Leigh tornaram-se amigos inseparáveis durante a rodagem do filme. Nessa altura Laurence Olivier também se encontrava em Hollywood a filmar "Carrie"
- Apesar de uma certa desconfiança mútua inicial, Marlon Brando e Vivien Leigh tornaram-se amigos inseparáveis durante a rodagem do filme. Nessa altura Laurence Olivier também se encontrava em Hollywood a filmar "Carrie"
- A citação "... e se Deus quiser amá-lo-ei melhor depois de morta" é tirada de um soneto português publicado numa recolha feita por Barrett Browning em 1850.
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sexta-feira, setembro 17, 2010
BIO-FILMO: ELIA KAZAN
Nascido a 7 de Setembro de 1909 em Constantinople (Istanbul), Turquia
Falecido a 28 de Setembro de 2003 em New York, EUA
"I do not hate you at all. You are simply not of my kind.
You had the choice, my dear fellow, between nobility and a career.
You made your choice. Be happy with it, but leave me in peace."
You had the choice, my dear fellow, between nobility and a career.
You made your choice. Be happy with it, but leave me in peace."
("Mephisto", Klaus Mann)
Estas palavras podiam definir a vida de Elia Kazan, uma aposta na sua carreira pessoal em detrimento da sua imagem como homem. A opção foi tomada em 10 de Abril de 1952, quando Kazan traiu todo o seu passado político denunciando como comunistas oito dos seus antigos companheiros, além de diversos funcionários do partido comunista, ao qual ele próprio tinha pertencido durante os anos 30. Esse testemunho, além de destruir as vidas e carreiras dos acusados, ajudou a consolidar a “lista negra” de Hollywood e a prolongar o efeito nefasto da Comissão de actividades anti norte-americanas. A sua carreira continuou assim normalmente, sem percalços, quer no cinema quer no teatro.
Mas a sua atitude nunca foi esquecida . Por isso, quase cinquenta anos depois, quando a Academia resolveu atribuir-lhe um Oscar honorário durante a cerimónia anual em 1999 (ocorrida a 21 de Março), grande parte da assistência recusou levantar-se e aplaudir o realizador. Gregory Peck, que de uma maneira algo relutante lhe entregou o troféu, disse nessa altura que «o trabalho de um homem deveria ser separado da sua vida pessoal». Devido a tal hostilidade por parte dos seus pares Kazan, constrangido, apenas conseguiu balbuciar algumas palavras de agradecimento antes de abandonar o palco. A sua carreira tinha recebido o reconhecimento que artisticamente merecia mas o preço pago fora alto demais...
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| Com Marlon Brando em 1954 |
Como contribuição para a história do Cinema irão permanecer alguns filmes-chave da cinematografia norte-americana: “A Streetcar Named Desire” (1951), “On the Waterfront” (1954), “East of Eden” (1955), “Baby Doll” (1956), “Splendor in the Grass” (1961), “America, America” (1963), “The Arrangement” (1969) ou ainda “The Last Tycoon” (1976). Nomeado cinco vezes para o Oscar de melhor realizador viria a ganhar a ambicionada estatueta por duas vezes: em 1948 (por “Gentleman’s Agreement”) e em 1955 (por “On the Waterfront”).
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| Com Warren Beatty em 1961 |
Kazan foi um daqueles cineastas cujo itinerário espiritual se reflectiu profundamente na sua obra. E as contradições com que se debateu ao longo de toda a sua vida projectaram-se inequivocamente nos seus filmes. Excelente director de actores (foi essa uma das suas imagens de marca), fundou em 1947 o Actor’s Studio (em cuja direcção se manteve até 1962), juntamente com Lee Strasberg e Cherryl Crawford. Inspirado nos métodos de Konstantin Stanislavski para a formação de actores, por lá passaram quase todos os grandes nomes do cinema americano a partir dos anos 50. Kazan era filho de emigrantes greco-arménicos, e tinha 4 anos quando em 1913 a família pisou solo americano pela primeira vez.
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| Com Ingrid Boulting e Robert De Niro em 1976 |
FILMOGRAFIA:
1976 – The Last Tycoon / O Grande Magnate
1972 – The Visitors / Os Visitantes
1969 – The Arrangement / O Compromisso
1963 – America, America
1961 – Splendor in the Grass / Esplendor na Relva
1960 – Wild River / Quando o Rio Se Enfurece
1957 – A Face in the Crowd / Um Rosto na Multidão
1956 – Baby Doll / A Voz do Desejo
1955 – East of Eden / A Leste do Paraíso
1954 – On the Waterfront / Há Lodo no Cais
1953 – Man on a Tightrope / Salto Mortal
1952 – Viva Zapata!
1951 – A Streetcar Named Desire / Um Eléctrico Chamado Desejo
1950 – Panic in the Streets / Pânico nas Ruas
1949 – Pinky / Herança Cruel
1947 – Gentleman’s Agreement / A Luz é Para Todos
1947 – Boomerang! / Crime Sem Castigo
1947 – The Sea of Grass / Terra de Ambições
1945 – A Tree Grows in Brooklyn / Laços Humanos
quinta-feira, setembro 16, 2010
quarta-feira, setembro 15, 2010
terça-feira, setembro 14, 2010
segunda-feira, setembro 13, 2010
sexta-feira, setembro 10, 2010
HIGH NOON (1952)
Um filme de FRED ZINNEMANN
Com Gary Cooper, Grace Kelly, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Katy Jurado, Otto Kruger, Lee Van Cleef, etc.
EUA / 85 min / PB / 4X3 (1.37:1)
Estreia nos EUA a 24/7/1952 (New York)
Estreia em Portugal a 8/6/1953
Com Gary Cooper, Grace Kelly, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Katy Jurado, Otto Kruger, Lee Van Cleef, etc.
EUA / 85 min / PB / 4X3 (1.37:1)
Estreia nos EUA a 24/7/1952 (New York)
Estreia em Portugal a 8/6/1953
“Do not forsake me, oh my darling...”
É só por acaso que “High Noon” é um western. O argumento, as personagens, o cenário, são apenas pretextos para confrontos psicológicos que poderíam existir em qualquer outro género de filme. Se olharmos para o filme de uma outra perspectiva, podemos descobrir nele uma parábola sobre a coragem individual diante da covardia colectiva. Ou, indo ainda mais longe, "High Noon" pode ser considerado, também, uma amostra do horror McCarthysta na sociedade americana da época, quando o senador Joseph McCarthy apostava em caçar todos os comunistas de Hollywood. Fred Zinnemann, director austríaco instalado nos Estados Unidos, aproveitando um argumento de Carl Foreman, faz do western um veículo para a sua visão da sociedade americana. O protagonista principal, o marshall Will Kane (Gary Cooper) não tem nada do herói clássico dos westerns convencionais. Pelo contrário, trata-se de um homem só e frágil, que por um capricho do destino tem de enfrentar a cobardia da sua própria comunidade, cujos habitantes apenas o apoiaram enquanto os perigos se encontravam bem longe, para lá do horizonte de uma linha do caminho de ferro.
O filme inicia-se pela chegada de três pistoleiros à pacata Hadleyville, onde Will Kane acaba de desposar a bela Amy (Grace Kelly, aqui ainda uma ilustre desconhecida, no seu primeiro papel no cinema). Seguir-se-ia a lua-de-mel e a merecida reforma se entretanto não se anunciasse iminente a chegada de Frank Miller, um recém-libertado fora-da-lei, preso pelo próprio Kane alguns anos antes e que agora se vem reunir ao trio que o espera na estação para os quatro levarem a cabo o ajuste de contas final. A chegada está prevista para o meio-dia e são dez e meia quando Kane recebe a notícia. Nessa hora e meia (duração aproximada do próprio filme) Kane descobre que por uma razão ou por outra não vai ter o apoio de ninguém, nem da sua recém-esposa, uma quaker avessa à violência e que por isso só pensa sair dali para fora o mais rapidamente possível. A alegoria com o que então se passava na América (o início em força do McCarthysmo, com perseguições a tudo o que lembrasse os ideais comunistas) é por demais evidente no clima de medo e suspeição que o filme nos retrata.


"High Noon" é um filme sólido, sóbrio e bem construído, que, contrariando os cânones tradicionais do género, não se apoia na acção física - uma constante do western tradicional. A dimensão psicológica dos personagens adquire, aqui, capital importância: a descrição minuciosa da conduta de cada um, a crescente angústia do xerife situado entre a obrigação moral e o instinto de conservação. Foreman e Zinnemann pretendem reflectir uma época na qual muitos sectores do país ficavam paralisados pelo medo, ao contrário de uns poucos que assumiam sózinhos as suas responsabilidades morais.
“High Noon”, para além de um desempenho inesquecível de Gary Cooper (único Oscar aos 50 anos, em toda a sua brilhante carreira), ficou célebre pela maneira exemplar com que Fred Zinnemann fez uso da técnica da montagem paralela. Três quartos do filme são construídos sobre a relação duma intensidade dramática crescente entre a aproximação da hora fatídica e as tentativas vãs feitas por Kane em reunir um grupo de apoiantes. O valor dramático dessa impossibilidade torna-se precisamente mais sensível pelo uso frequente de planos dos três homens à espera na estação. É como se Zinnemann tivesse desenhado um gráfico de forças antagónicas que se vão confrontando, cada vez mais violentamente, com o desenrolar do tempo, até ao desenlace final.
A tensão provocada pela linha dramática e musical desse gráfico imaginário atingirá o ponto máximo às 11 horas e 59 minutos, momento que precede a chegada do comboio, o qual deverá apitar três vezes no caso de trazer um determinado passageiro. Zinnemann reuniu neste momento todos os elementos dinâmicos da acção, numa espécie de montagem sinfónica, num resumo extraordinário que nos mostra bem que, para ele, o traçado estético da obra representa tanto como o patético da história.
Num minuto revemos: a via-férrea – a igreja e os paroquianos imóveis – o saloon e os clientes ansiosos – o relógio de pêndulo – Kane a escrever uma espécie de testamento – a rua – a via férrea – dois habitantes da cidade numa varanda – o adjunto de Kane – Helen, a antiga amante – Amy, a actual mulher – outra vez o relógio – os três pistoleiros – Kane de novo, a fechar o envelope – e mais uma e derradeira imagem do relógio, agora com destaque do pêndulo em grande plano. Então vemos o comboio a chegar, em plano geral, e a apitar três vezes.
- Filme favorito de Bill Clinton, que o viu 17 vezes durante os seus dois mandatos como Presidente dos EUA.
- O director de fotografia, Floyd Crosby, era o pai do famoso cantor David Crosby.
- Em 2007 o American Film Institute classificou "High Noon" no 27º lugar dos Melhores Filmes de Sempre.
“High Noon” é um filme visualmente belo, severo e lacónico no estilo e na narrativa, com um fundo musical inesquecível (a canção-título, com música de Dimitri Tiomkin e letra de Ned Washington, é interpretada por Tex Ritter várias vezes ao longo do filme, tendo sido a vencedora do Oscar para a melhor canção original) e consegue ser um clássico do western apesar de fugir aos estereotipos do género. Para irritação de John Wayne, o actor-fétiche de John Ford, que na altura chegou a organizar um movimento de protesto contra a exibição de “High Noon”, na qualidade de presidente da Motion Picture Alliance for the Preservation of American Ideals. Não conseguiu a interdição do filme mas contribuiu decisivamente para que o argumentista, Carl Foreman fosse parar à “lista negra” de Hollywood e por causa disso visse aruinada a sua carreira, tendo tido de se exilar em Inglaterra. Sete anos mais tarde, enquanto filmava “Rio Bravo” para Hawks, ainda Wayne conservava todo o fel que destilara contra este filme excepcional ao comentar que “Rio Bravo” era um filme anti-“High Noon”. Mesmo muitos anos depois, numa entrevista dada à revista Playboy em Maio de 1971, Wayne ainda não se tinha esquecido deste particular filme. Nessa altura reafirmou a convicção de se tratar de um filme anti-americano por mostrar Gary Cooper a pisar a estrela de marshall (cena inexistente, Kane limita-se a atirar a insígnia para o chão) e, mais grave, confessou nunca se ter arrependido de ter conseguido a inclusão de Carl Foreman na "lista negra" de má memória. Enfim, nada que não fosse de esperar de alguém que politicamente sempre foi conotado com a extrema-direita americana.
- Filme favorito de Bill Clinton, que o viu 17 vezes durante os seus dois mandatos como Presidente dos EUA.
- Gary Cooper sofria de uma úlcera durante as filmagens (28 dias de rodagem, após dez de ensaios). Mas apesar disso não exigiu qualquer duplo na cena de pancadaria com Lloyd Bridges. Inclusivé foi uma cena que teve de ser repetida, pelo facto do filho de Lloyd, Beau Bridges, se ter desmanchado a rir quando viu Cooper despejar um balde de água em cima do pai.
- Filme-estreia de Grace Kelly (que teve um romance com Cooper durante as filmagens) e Lee Van Cleef, que não profere uma única palavra durante todo o filme.
- Apesar de Fred Zinnemann se ter sempre oposto, até morrer, ao filme poder ser colorizável, o produtor de TV Ted Turner fez ouvidos de mercador e apresentou uma versão colorida do filme nos seus canais televisivos. Felizmente que essa práctica pouco ortodoxa durou apenas alguns anos e que tudo voltou a ser mostrado tal qual filmado originariamente.
- Os actores Gregory Peck, Charlton Heston, Marlon Brando, Kirk Douglas e Montgomery Clift, recusaram todos o papel principal de "High Noon".
- O director de fotografia, Floyd Crosby, era o pai do famoso cantor David Crosby.
- Ter perdido o Oscar de melhor filme para "The Greatest Show on Earth" foi uma das maiores injustiças da Academia de Hollywood, vista na altura como uma maneira de satisfazer o Senador Joseph McCarthy, de quem Cecil B. de Mille, o realizador do filme, era um dos mais ferverosos apoiantes. Para além do Actor Principal e da Canção Original, "High Noon" ganhou ainda o Oscar da Melhor Montagem.
- Em 2007 o American Film Institute classificou "High Noon" no 27º lugar dos Melhores Filmes de Sempre.
quinta-feira, setembro 09, 2010
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